terça-feira, 29 de março de 2011

Aos 33

Na minha infância eu adorava fazer aniversário. Esperava o dia com aquela ansiedade típica de crianças, perguntando pra minha mãe a toda hora quanto tempo faltava. Eram os presentes que me interessavam! Lembro de um aniversário que eu ganhei um laboratório de química, cheio de tubos de ensaio frascos com substâncias coloridas e um livrinho falando o que podia misturar com o que. As festinhas eram bacanas também! As da escola (que eu podia ir sem uniforme)  e era o centro das atenções por um dia – o que não costumava acontecer, mas melhor ainda, as festinhas que minha mãe fazia pra mim lá em casa. Lembro de uma "discoteca da Ju", acho que foi quando fiz 10 anos. As festas começavam às 5 da tarde e acabavam 8 da noite. Mas era muito legal.

Na minha adolescência (ou pré adolescência) eu adorava fazer aniversário. Ficava doida pra ficar logo mais velha! Aquela ânsia de crescer e se enquadrar... os presentes não eram importantes, mas o lance da idade era incrível! E nas festinhas a coisa mais importante era dançar música lenta com o menino que na ocasião eu "estava gostando".  As festinhas ainda começavam as 5 da tarde, mas podiam durar mais... umas 10 da noite!

Na minha fase que eu recuso a chamar de juventude, tipo 16 a 20 anos, eu adorava fazer aniversário. O grande lance era festejar! Virar noites, tomar porres, não dormir em casa!! Não precisava de festinhas, era um lugar pra encontrar uns amigos, umas garrafas de bebidas baratas e música. Acabou! Era só o que eu precisava! Aquela energia que eu tinha de comemorar uma semana inteira sem faltar ao trabalho... bons tempos.

Na minha fase mãe eu adorava fazer aniversário. Era o único dia que a atenção era minha! Era um dia que eu deixava de ser a "mãe do Vinícius" e voltava a ser a "Juliana".  Que fique claro que ser a "mãe do Vinícius" é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida, meu maior presente, mas a gente perde a nossa personalidade, quem é mãe sabe.  Nessa época não me preocupava muito em festejar - qualquer pizza tava valendo - nem com presentes e nem com festas. O mais importante era poder ser eu um dia inteiro. E pensar em uma festa de criança que eu faria dali uns meses.

Na minha fase atual eu adoro fazer aniversário! Não gosto mais que me cantem parabéns, fico constrangida sem ter pra onde olhar ou colocar as mãos (mania de velho), mas gosto de ser abraçada, de receber recadinhos, emails, telefonemas. Gosto de festa, quando dá eu faço, mas hoje em dia a ressaca é que dura uma semana e não a festa. Gosto de ganhar presentes, adoro! Livros, maquiagens e as minhas coisas de cozinha! Como é bom! Gosto ainda de ser eu. Com as crianças crescendo a gente recupera um pouco nossa personalidade. E hoje em dia, o que eu mais gosto é essa sensação de que todo ano que começa pra mim (é um pequeno reveillon, né?) vai ser melhor! Começo hoje a viver o trigésimo quarto ano da minha vida, com 33 completos muito bem vividos! Eu to de parabéns!

Ju

quinta-feira, 24 de março de 2011

Paranóia

Fomos almoçar hoje. O restaurante tava cheio, tivemos que esperar por mesa. Enfim conseguimos uma mesa perto da janela. Sentamos e pedimos chope. Quando começamos a tomar o chope, depois de brindar - e descobrir muitas coisas sobre as conseqüências de se brindar ou não – avistamos pela janela um número muito grande de batedores da polícia. Pensamos ser o governador chegando, ou algo assim. Não.
Ocorre que estava havendo uma reunião com Secretários de Estado, e entre eles estava o Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Esse cara é bom demais!!! Ele é o chefe do Capitão Nascimento (ou do Coronel, whatever). Se tem alguém que pode gritar: "Não vai subir ninguém! Não vai subir ninguém!"  é esse cara! Jose Mariano Beltrame.
Começamos a pensar... o que deve ter de bandido que odeia esse cara... ele corre um risco bizarro de sofrer uma tentativa de assassinato... por isso tanta polícia...
Enfim, chegamos a conclusão que a gente não poderia estar em um lugar mais propício pra entrar de gaiato como vítima em um atentado! O lugar que poderia parecer o mais seguro se tornou rapidamente o mais perigoso!
Paranóia!! Estabelecemos rotas de fuga mentais. Quase que ensaiamos a forma de nos protegermos com a mesa e até encontramos terroristas muito possíveis... um pacote gigantesco em cima de uma mesa já era uma bomba, com certeza!
Mas aí a comida chegou... e a gente parou de brincar!!! Fomos conversar sobre filósofos e astrônomos!


Ju

Explicando a série "eu tenho antipatia..."


Não sei onde surgiu o termo, nem quem o falou primeiro, mas fato é que o termo "tenho uma antipatia" é bem forte e eu o uso com uma certa frequência. Pode ser seguido de um " ah nemmmm tenho um antipatia...", ou simplesmente "antipatia..."

Ter antipatia de algo é mais do que simplesmente não gostar, é...ter antipatia, achar desnecessário... Eu tenho milhares de antipatias que vou colocando aqui ao longo do tempo.

A série vai ser assim, pode ser de algo extremamente como o post anterior da Ju ou simplesmente de uma coisa que digam ou falam...é isso.

Então vamos começar...

Tenho uma antipatia profunda de quem fala OK pronunciando as letras em português (oka)!
Tenho antipatia de declarações públicas em redes sociais de amor..."ai namorado perfeito"..."Como amo meu marido!" .."ô coisa que amo". Putz, na boa, isso só interessa aos dois..manda sms, liga...

aaarrrrrrrgggggggg

ANTIPATIA QUE EU TENHO!

LU

Da serie tenho uma antipatia...

Eu sei que eu vou ser julgada. Vão falar que eu estou cheia de preconceitos e tal, mas tenho uma antipatia de chimarrão...
Tá, eu entendo que é uma tradição muito arraigada nos sulistas, mas precisa tanto? É mesmo necessário O DIA INTEIRO com aquela cuia na mão? Na mesa do trabalho, no carro, no bar com amigos.... ah, francamente. É demais.
Não adianta dizer que é cultural... eu não vejo um mineiro andando por aí com pedaços de queijo, paraenses com açaí e baianos com acarajés? Não. Eles gostam muito, mas não levam as iguarias pra passear.
É exagero, sério. E as pessoas fingem ser uma coisa normal.
Ontem cruzei com uma criatura no corredor do banco, voltando de uma reunião com uma porra de uma cuia na mão! Ah, vá! Reunião, pessoas discutindo assuntos importantes, e a pessoa lá mamando???
Parece aquelas crianças maiores que tomam mamadeira... mas as crianças todos recriminam, e o chimarrão tem uma espécie de perdão social.
Ah, nem.... Antipatia....

Ju

quinta-feira, 17 de março de 2011

animais, aos casais, por favor.


Brasília não tem muito problema com chuva, normalmente. É uma cidade muito alta, plana (planalto, não é?) e não tem rios por aqui. Quando chove muito forte, algumas áreas ficam alagadas, mas rapidamente isso acaba. Mas, a chuva que caiu aqui hoje... vou te contar uma coisa. 
Quando eu conseguia andar alguns metros no engarrafamento, com o carro fumaçando, o vidro embaçado, o ventiladorzinho no talo, o vidro um tiquinho aberto, molhando tudo, enfim, quando eu conseguia me mexer, só era capaz de pensar em passar no supermercado e comprar enlatados e garrafas de água mineiral...
O apocalipse, quando chegar, vai começar do jeito que foi essa chuva de hoje... to certa disso.


Ju

Qual o tamanho da loucura que cabe na cabeça de cada um?

    A pessoa não consegue conceber um queijo que não foi cortado de forma "correta". Ou louças sujas na pia de forma desordenada. Se a criatura me corta o queijo depois de cortar a goiabada e resta aquele linha de doce “sujando” o queijo, então... ah! Esse merece ser esfaqueado com a faca do queijo pra aprender! Quão louca é essa pessoa que pensa assim? E aquelas que sonham em poder emagrecer um bocado pra um dia poder se fantasiar de princesa Leia em seu biquini dourado, ou ainda correr loucamente por um gramado e se jogar no chão...? sonhos bizarros... Tem outras que são capazes de efetuar cálculos complexos de cabeça, possuem uma memória incrível, consegue construir um rastreador de veículos sozinho, por que não encontra no mercado um que corresponda às suas expectativas... devem ser meio perturbadas.... pulam de pontes incentivada pelas vozes de suas cabeças... As que tem janelas (ou abas) em suas mentes e processam diversas informações ao mesmo tempo, as que enxergam cores em números e fazem contas a la Tetris, as que criam realidades paralelas tão críveis que a própria realidade passa a ser questionada, a partir de boatos ou neuroses percebidas. As que tem certeza de ter infinitos homenzinhos minúsculos dentro de suas cabeças, procurando manualmente as informações em armários velhos de aço... e às vezes eles não são lá tão eficientes assim... As que não conseguem descrever como funcionam os seus pensamentos. E as que conseguem. Que coisa louca! Qual o tamanho da loucura da pessoa que pensa essas coisas. E quando juntam três delas, loucas o suficiente para passar todo almoço divagando a respeito? Ju

Criando necessidades...

    Hoje pela manhã eu passei mal. Não foi por nada que eu comi, nem uma gripe chegando, nada disso... Eu fiquei tremendo e com a respiração ofegante foi por que meu iPhone parou de funcionar. Meu cabo tá quebrado e acabou que a atualização do sistema operacional foi interrompida. Quando eu olho, só ficou lá a maçãzinha parada na tela... não ligava, nem desligava... nada. Eu tava atrasada pro trabalho, na TV informações de engarrafamentos gigantescos no caminho, mas COMO eu poderia sair de casa sem o meu bichinho funcionar???? Eu não consigo ficar sem meu telefone, o que me faz pensar (de novo) nas necessidades criadas. A princípio a única necessidade do ser humano é comer. As demais necessidades são as que criamos... ar condicionado, xampú, maquiagens e iPhones... ninguém realmente PRECISA disso pra viver. Mas uma vez criada, a necessidade é, definitivamente, uma necessidade! O telefone voltou e eu posso vir trabalhar e ganhar dinheiro pra arcar com a única verdadeira necessidade do ser humano. Posso comprar comida! Por isso que eu vou almoçar Sushi hoje... é uma necessidade básica. Errr...não??? Ju

Como tudo começou...

Então, mais uma vez estamos aqui com MAIS um blog. Acho que dessa vez vai dar certo, por que dessa vez falaremos de tudo. Coisa séria, bobagem, futilidades, angústias, relacionamentos...tudinho...por isso o nome...Aleatório específico. Perfeito, não?! Eu achei.

O aleatório específico é mais um termo Julianesco, que nasceu, assim como muitos outros, depois de um almoço qualquer...não me lembro muito bem do contexto, mas ela falou que queria falar de algo, assim, aleatório específico. Nada tão ambíguo e ao mesmo tempo tão...ESPECÍFICO né?

Pois é, então esse é o Aleatório específico...vamos lá!

Lu

quarta-feira, 16 de março de 2011

O papel dos intelectuais

Vai rolar aqui em Brasília uma palestra do Michel Winock, dia 28 e 29/03. Ele é um historiador francês, especialista no estudo dos movimentos de direita e falará sobre a influência dos intelectuais na vida política e qual é o seu real papel: pensar o mundo ou tentar mudá-lo?
A Lu convidou e eu logo topei. Ao perguntar se poderíamos reservar a nossa vaga, fomos surpreendidas com a pergunta: "vcs vão cobrir? para qual veículo?".
Enfim, eis um veículo. Faremos a cobertura... custa tentar de novo?