Esse ano eu andei de navio. E de avião, carro, 4x4, ônibus e moto.
Esse ano eu subi uma duna pra ver um pôr de sol que não foi visível.
Esse ano eu vi a primeira presidenta do Brasil receber a faixa do melhor presidente que o Brasil já teve.
Esse ano eu cozinhei coisas novas. Cozinhei pras minhas cozinhas.
Esse ano eu estudei matemática com o Vinícius e descobri que eu não lembro de nada. Aprendi a calcular MMC e MDC de novo.
Esse ano eu levei uns sustos.
Fiz uma nova tatuagem.
Troquei de carro.
Senti coisas que eu não sentia há muito tempo.
Comi coisas deliciosas.
Aprendi a andar de moto. Fui reprovada na prova de moto. Duas vezes. Passei na terceira e tirei a carteira de moto. Comprei uma moto.
Torci pra chover. Torci pra não chover. Torci pra parar de chover.
Comecei a montar um quebra cabeças.
Tive esperança.
Eu me frustrei.
Comprei um computador novo.
Joguei jogos de computador. E de videogame.
Tomei banhos de banheira.
Dirigi na estrada.
Fui em um show.
Construí um robô.
Fiz coalhada.
Iniciei novas coleções
Fui nas últimas festas de escola do Vi. Adorei.
Tomei poucos porres.
Tomei cerveja de trigo vencida.
Arrumei confusão na rua. Chamei a polícia.
Tomei a vacina do sapo.
Tomei muito café. Comprei uma máquina de café.
Não fiquei doente.
Cortei o cabelo. Pintei o cabelo. Apareceram mais cabelos brancos. Pintei de novo. Eles apareceram de novo. Ainda não pintei de novo.
Fui em alguns casamentos.
Não fui em alguns casamentos.
Tirei fotos, saí em fotos.
Tive uma unha encravada.
Fui num samba na casa da dona Babe.
Cuidei de 5 meninos pré adolescentes.
Ganhei um sobrinho querido. Cuidei dele. Supri meu instinto materno.
Tive vontade de ter filhos. A vontade passou. Depois ela voltou. Depois passou de novo. E voltou...
Briguei com a família.
Brinquei com a família.
Assisti muitos filmes. E seriados. Li alguns livros. Menos do que eu queria.
Brinquei com o Vi. Andei de moto com o Vi. Conversei com o Vi. Vi o Vi desenhar. E jogar. Vi o Vi ser graduado no Tae Kwon Do. Dormi agarradinha com o Vi. Coloquei o Vi num ônibus pra ele viajar sozinho pela primeira vez. Vi pentelhos no saco do Vi. Percebi que o Vi ta crescendo.
Aceitei novos desafios no trabalho. Fui reconhecida no trabalho.
Decidi comprar um imóvel.
Chorei com a morte de alguns. Duvidei da morte de outros. Festejei a morte de outros.
Abracei.
Beijei.
Ri de besteiras
Passei menos tempo com meu pai do que ele merecia. Mais tempo no meu trabalho do que ele merecia.
Gastei dinheiro com besteiras. Gostei das minhas besteiras.
Escrevi pouco.
Me senti feliz.
Me senti sozinha.
Me senti perdida. Me encontrei.
Senti saudades.
Senti orgulho.
Emagreci.
Cantei no carro, como se fosse uma artista.
Cheguei a algumas conclusões importantes.
Percebi que é possível eu estar certa, mesmo com 95% da população mundial pensando o contrário.
Aprendi. Aprendi. Aprendi muito.
Tive papos excelentes!
Presenciei mais dois fins do mundo. O mundo não acabou. Anotei na agenda a data do próximo fim do mundo.
Percebi que eu sou mesmo diferente. Mas que tem gente diferente por aí, feito eu.
Tive que olhar coisas por outros ângulos.
Levantei meu copo para brindar o fato de que eu estava errada. De um jeito certo!
Não participei de nenhum amigo oculto.
Ajudei o papai Noel a se vestir.
Fiz resoluções de ano novo fáceis de resolver.
Comprei uma cota do bolão da mega sena.
Deixei de jogar papel picado pela janela no último dia do ano.
Escrevi uma retrospectiva dos fatos do ano.
Desejei ter, e que todos tenham, um 2012 incrível.
Ju
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Aim high and don´t shoot yet
A Gisele Bündchen, a título de exemplo, é uma mulher linda. Milionária tão somente por que é linda e mostra isso pra quem quiser ver, em fotos e passarelas. “Olha, eu sou linda!”. No meu caso, citaria o exemplo do Selton Melo que é lindo, mas pra ser mais padrão, vamos aos Brad Pitts da vida. Lindos! Parabéns! E eles sabem disso.
A Luize Althenhofen, (sei lá, é difícil pra mim ter esse parâmetro) é gostosa. É admirada por isso. Esse é o grande lance dela. E ela sabe disso.
Temos alguns grandes altletas! Pelé, o tal Neymar, a Daiane dos Santos. Eles são bons no que fazem! Olha, parabéns! Vcs são realmente bons! Eles sabem disso.
Temos artistas! Robert De Niro, Van Halen, Picasso, Aleijadinho... Os caras são (eram) bons no que fazem. E eles sabem disso. Palmas!
Temos alguns grandes cientistas e visionários. Einstein, Jobs, Gates. O mérito é todo de vocês, e realmente é.
Agora, quando passamos para um mundo mais real, menos cheio de celebridades, nos deparamos com um problema sério. As pessoas não se sentem a vontade pra se destacar em algumas áreas. As pessoas, via de regra se vestem de uma (falsa) modéstia pra não assumir seus méritos.
Pô, eu acho que cozinho bem. Eu gosto da minha comida, e as pessoas também gostam. Mas aparentemente eu não posso responder “sim, eu cozinho bem” sem parecer petulante.
As pessoas tendem a não gostar que pessoas comuns, que andam pelas ruas como nós mortais, se destaquem. Na cozinha, no trabalho, no volante ou nos conhecimentos diversos. Isso tem que ser velado. Se aluém se torna uma celebridade no tal ramo que se destaca, talvez sim, possa assumir que é bom naquilo e até – porque não? – melhor que você.
Sem perder de vista que precisamos sim ser humildes e respeitar as diferenças e capacidades de cada um, eu defendo o direito das pessoas se destacarem na vida real sem se preocupar em ser vítima de inveja ou ciúme dos que não estão no mesmo patamar. Por que verdade seja dita, as diferenças existem, e que bom que sim!
Precisamos ser humildes também pra entender que fatalmente existirão outras pessoas melhores que a gente em diversos outros aspectos. E que isso é legal.
Quero ter certeza de que cada ser humano tenha uma habilidade incrível na qual se destaca. E quero que essa criatura possa nos mostrar isso para que o nosso padrão seja superior. Para que nós, que não temos aquela habilidade específica possamos ter um alvo alto. Possamos tentar alcançar algo maior.
O meu voto hoje vai para que a gente possa mostrar o que temos de melhor, sem achar que com isso eu vou desestimular outras pessoas, mas com a intenção de inspirar para que todos busquemos melhorar.
Pra baixo não é legal... Lembrando da música do Yes (Shoot High, aim low), essa atitude é dar uma chance pra que miremos alto!
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