É como quando a gente sente falta de coisas que não chegamos a ter. Quando sentimos falta de como nos sentíamos há tempos atrás. Do cheiro
que as coisas tinham. Do som que elas faziam.
É como quando a gente procura defeitos, às vezes até invente
alguns, pra justificar a remoção cirúrgica de um pensamento da nossa cabeça. E
é como quando os defeitos encontrados e inventados, nem de longe justificam a
remoção.
É como quando, por alguma razão a gente sente ser alguma
coisa tão certa que elas deixam de requerer justificativas. É ficar preso num círculo vicioso delicioso e angustiante. Agonia
e êxtase.
É como quando cobrimos a nossa cabeça com o edredom, meio
que querendo nos proteger de alguma coisa, que a gente sabe, tá bem dentro da
gente.
Ju