Esse ano eu andei de navio. E de avião, carro, 4x4, ônibus e moto.
Esse ano eu subi uma duna pra ver um pôr de sol que não foi visível.
Esse ano eu vi a primeira presidenta do Brasil receber a faixa do melhor presidente que o Brasil já teve.
Esse ano eu cozinhei coisas novas. Cozinhei pras minhas cozinhas.
Esse ano eu estudei matemática com o Vinícius e descobri que eu não lembro de nada. Aprendi a calcular MMC e MDC de novo.
Esse ano eu levei uns sustos.
Fiz uma nova tatuagem.
Troquei de carro.
Senti coisas que eu não sentia há muito tempo.
Comi coisas deliciosas.
Aprendi a andar de moto. Fui reprovada na prova de moto. Duas vezes. Passei na terceira e tirei a carteira de moto. Comprei uma moto.
Torci pra chover. Torci pra não chover. Torci pra parar de chover.
Comecei a montar um quebra cabeças.
Tive esperança.
Eu me frustrei.
Comprei um computador novo.
Joguei jogos de computador. E de videogame.
Tomei banhos de banheira.
Dirigi na estrada.
Fui em um show.
Construí um robô.
Fiz coalhada.
Iniciei novas coleções
Fui nas últimas festas de escola do Vi. Adorei.
Tomei poucos porres.
Tomei cerveja de trigo vencida.
Arrumei confusão na rua. Chamei a polícia.
Tomei a vacina do sapo.
Tomei muito café. Comprei uma máquina de café.
Não fiquei doente.
Cortei o cabelo. Pintei o cabelo. Apareceram mais cabelos brancos. Pintei de novo. Eles apareceram de novo. Ainda não pintei de novo.
Fui em alguns casamentos.
Não fui em alguns casamentos.
Tirei fotos, saí em fotos.
Tive uma unha encravada.
Fui num samba na casa da dona Babe.
Cuidei de 5 meninos pré adolescentes.
Ganhei um sobrinho querido. Cuidei dele. Supri meu instinto materno.
Tive vontade de ter filhos. A vontade passou. Depois ela voltou. Depois passou de novo. E voltou...
Briguei com a família.
Brinquei com a família.
Assisti muitos filmes. E seriados. Li alguns livros. Menos do que eu queria.
Brinquei com o Vi. Andei de moto com o Vi. Conversei com o Vi. Vi o Vi desenhar. E jogar. Vi o Vi ser graduado no Tae Kwon Do. Dormi agarradinha com o Vi. Coloquei o Vi num ônibus pra ele viajar sozinho pela primeira vez. Vi pentelhos no saco do Vi. Percebi que o Vi ta crescendo.
Aceitei novos desafios no trabalho. Fui reconhecida no trabalho.
Decidi comprar um imóvel.
Chorei com a morte de alguns. Duvidei da morte de outros. Festejei a morte de outros.
Abracei.
Beijei.
Ri de besteiras
Passei menos tempo com meu pai do que ele merecia. Mais tempo no meu trabalho do que ele merecia.
Gastei dinheiro com besteiras. Gostei das minhas besteiras.
Escrevi pouco.
Me senti feliz.
Me senti sozinha.
Me senti perdida. Me encontrei.
Senti saudades.
Senti orgulho.
Emagreci.
Cantei no carro, como se fosse uma artista.
Cheguei a algumas conclusões importantes.
Percebi que é possível eu estar certa, mesmo com 95% da população mundial pensando o contrário.
Aprendi. Aprendi. Aprendi muito.
Tive papos excelentes!
Presenciei mais dois fins do mundo. O mundo não acabou. Anotei na agenda a data do próximo fim do mundo.
Percebi que eu sou mesmo diferente. Mas que tem gente diferente por aí, feito eu.
Tive que olhar coisas por outros ângulos.
Levantei meu copo para brindar o fato de que eu estava errada. De um jeito certo!
Não participei de nenhum amigo oculto.
Ajudei o papai Noel a se vestir.
Fiz resoluções de ano novo fáceis de resolver.
Comprei uma cota do bolão da mega sena.
Deixei de jogar papel picado pela janela no último dia do ano.
Escrevi uma retrospectiva dos fatos do ano.
Desejei ter, e que todos tenham, um 2012 incrível.
Ju
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Aim high and don´t shoot yet
A Gisele Bündchen, a título de exemplo, é uma mulher linda. Milionária tão somente por que é linda e mostra isso pra quem quiser ver, em fotos e passarelas. “Olha, eu sou linda!”. No meu caso, citaria o exemplo do Selton Melo que é lindo, mas pra ser mais padrão, vamos aos Brad Pitts da vida. Lindos! Parabéns! E eles sabem disso.
A Luize Althenhofen, (sei lá, é difícil pra mim ter esse parâmetro) é gostosa. É admirada por isso. Esse é o grande lance dela. E ela sabe disso.
Temos alguns grandes altletas! Pelé, o tal Neymar, a Daiane dos Santos. Eles são bons no que fazem! Olha, parabéns! Vcs são realmente bons! Eles sabem disso.
Temos artistas! Robert De Niro, Van Halen, Picasso, Aleijadinho... Os caras são (eram) bons no que fazem. E eles sabem disso. Palmas!
Temos alguns grandes cientistas e visionários. Einstein, Jobs, Gates. O mérito é todo de vocês, e realmente é.
Agora, quando passamos para um mundo mais real, menos cheio de celebridades, nos deparamos com um problema sério. As pessoas não se sentem a vontade pra se destacar em algumas áreas. As pessoas, via de regra se vestem de uma (falsa) modéstia pra não assumir seus méritos.
Pô, eu acho que cozinho bem. Eu gosto da minha comida, e as pessoas também gostam. Mas aparentemente eu não posso responder “sim, eu cozinho bem” sem parecer petulante.
As pessoas tendem a não gostar que pessoas comuns, que andam pelas ruas como nós mortais, se destaquem. Na cozinha, no trabalho, no volante ou nos conhecimentos diversos. Isso tem que ser velado. Se aluém se torna uma celebridade no tal ramo que se destaca, talvez sim, possa assumir que é bom naquilo e até – porque não? – melhor que você.
Sem perder de vista que precisamos sim ser humildes e respeitar as diferenças e capacidades de cada um, eu defendo o direito das pessoas se destacarem na vida real sem se preocupar em ser vítima de inveja ou ciúme dos que não estão no mesmo patamar. Por que verdade seja dita, as diferenças existem, e que bom que sim!
Precisamos ser humildes também pra entender que fatalmente existirão outras pessoas melhores que a gente em diversos outros aspectos. E que isso é legal.
Quero ter certeza de que cada ser humano tenha uma habilidade incrível na qual se destaca. E quero que essa criatura possa nos mostrar isso para que o nosso padrão seja superior. Para que nós, que não temos aquela habilidade específica possamos ter um alvo alto. Possamos tentar alcançar algo maior.
O meu voto hoje vai para que a gente possa mostrar o que temos de melhor, sem achar que com isso eu vou desestimular outras pessoas, mas com a intenção de inspirar para que todos busquemos melhorar.
Pra baixo não é legal... Lembrando da música do Yes (Shoot High, aim low), essa atitude é dar uma chance pra que miremos alto!
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Malditas sejam...
Malditas sejam as alterações hormonais. Malditas sejam as fechadas no trânsito. Malditos sejam os dias que amanhecem chuvosos. Malditos sejam os domingos a tarde. Maldito seja tudo que faça a gente questionar sobre prioridades. Pensar sobre protagonistas e coadjuvantes. Malditas sejam as pulgas que ficam atras das orelhas. Maldito seja o sentimento de esperança, que nada mais é do que a acomodação autorizada pela fé de que as coisas conseguem se acertar sozinhas. Malditos sejam os jornais que só dão notícias ruins. Maldito seja o mundo que fabrica tão poucas notícias boas. Malditas contas pra pagar, carros pra lavar, vagas pra estacionar, relatórios pra entregar. Malditas confraternizações obrigatórias e interações sociais. Malditas combinações de roupas e cremes de cabelo que acabam. Malditas drogas que inventam de ser proibidas quando poderiam servir tão bem. Maldita consciência. Malditos raciocínios que me fazem enxergar fatos sem fantasias.
Vou ali comprar um chocolate.
Ju
Vou ali comprar um chocolate.
Ju
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
So long, and thanks for all the fish
O que nos faz sair do lugar? O que faz que um dia cheio de problemas seja apenas mais um dia a se passar com aquela sensação de missão cumprida no final? A cenoura é a resposta;
O ser humano precisa de paixões. Nós temos que ter algo que nos motive, que nos faça querer vir trabalhar numa segunda preguiçosa, ou sair pra malhar num sábado chuvoso. Nós seres humanos precisamos de um estímulo qualquer, qual o burro com sua cenourinha amarada na ponta da vara, a ser perseguida infinitamente, sem esmorecer, por que a recompensa, ele sabe, é válida! Nós seres pensantes, abstraímos pensamentos de todos os tipos quando temos diante de nós as nossas cenouras.
Eu trabalho no que eu gosto? Então nem vejo que tá tão cedo quando saio de manhã que tenho até que acender os faróis. Aquela calça jeans linda vai fechar? Sempre gostei de alface, acelga, rabanete e tomate de almoço. Eu vou poder dar boas gargalhadas com meus amigos? Nem percebi que a reunião demorou tanto assim. Eu acho que vou me dar bem naquela prova? Não tem problema perder mais uma sessão de cinema, vai? Ele vai sorrir quando me encontrar ficando com aqueles olhinhos apertadinhos? Nem vi que agendei o pagamento de 6 parcelas de impostos a vencer.
É assim que funciona. Com as cenouras, a realidade muda. As coisas ficam fáceis. O dinheiro que não dá, dá. A balança que cobra o excesso do final de semana, te perdoa. Com as paixões, o trabalho é mais agradável. Cinco minutos de companhia dos bons amigos valem mais que cinquenta minutos de reunião. Uma horinha em um café e conversa jogada fora apagam os problemas de um mês de trânsito.
O complicado é quando não tem a cenoura. Quando as paixões estão escassas. Nada parece dar certo. A sensação de que tem uma correia patinando e que a gente não sai do lugar. Nada parece valer realmente a pena. O sono pesa mais que o trabalho bacana. Somos magras tristes, nas calças jeans dos sonhos. A reunião estressa tanto que não consigo nem achar graça do que os meus amigos dizem. Tenho certeza que nunca vou passar naquela prova e os olhinhos apertados dele riem de você e não pra você. Quando não se tem um foco, uma recompensa nada parece dar muito certo.
As coisas não tem lá muito sentido. Isso que eu faço não me leva a lugar algum. Vou abandonar tudo e todos e vender pulseirinhas hippies na beira da praia que é o melhor que eu faço. Ganhar o suficiente pra comer. Não precisar conviver com gente, esse bicho complicado. Adeus, sem dar muita satisfação pra quem fica. So long and thanks for all the fish!
Mas é uma questão de parar e olhar pros lados. Por que às vezes, a recompensa está muito mais próxima do que se consegue perceber. Nem sempre é uma cenoura. Às vezes é o reconhecimento de um trabalho, um cafuné, um bolo de chocolate do café Martinica, um beijo na boca, um banho de hidromassagem ou um comichão de adolescente quando se escuta uma música bonita. Cabe a nós também, fazer valer a pena. Cabe a nós encontrarmos nossas cenouras.
Ju
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Burocracia cíclica
Tive um problema com o Detran. Quis registar uma reclamação, por que entendo que por mais que o meu problema especificamente não possa ser resolvido, a situação como um todo deve ser vista e percebida pelo órgão, que segundo me consta, está lá para prestar serviços para a população pagadora de impostos.
Para fazer o registro da minha reclamação entrei no site do Detran e procurei a parte de “ouvidoria”, “comentários, dúvidas e reclamações” ou algo que o valha. Lá embaixo, no cantinho da página um link de “fale conosco”. Cliquei já tendo na minha mente o texto da meu relato. Qual não é a minha surpresa ao me deparar com um número de telefone para reclamações.
Estamos em 2011. Moro na capital do país. O Detran, e pelo que eu pude perceber, todos os outros órgãos do GDF não possuem qualquer tipo de contato com os cidadãos via Internet. Nada. Niente.
A gente tem que ligar e passar pelo gerundísmo dos atendentes para registrar qualquer contato com qualquer órgão do GDF. Isso não vai dar em nada. Vou ligar, contar a minha história triste pra o operador terceirizado que vai datilografar minha reclamação num papel carbonado e encaminhar ao departamento responsável. Quando o meu papel estiver na pilha com outros milhares de “reclamações”, o moço do café, sem querer vai tropeçar e molhar a papelada... “vamos jogar esses de cima fora, senão vai dar barata” e lá vai a minha reclamação... nunca vou ter uma resposta. Ninguém nunca vai perceber que aquele problema existe.
Comentando isso aqui no trabalho, tive mil outros exemplos de serviços mal (ou não) prestados pelo Governo do Distrito Federal.
Nós, a população pagadora de impostos, temos que ir pessoalmente até um órgão qualquer para receber como resposta padrão que o sistema está fora do ar, ou que é necessário voltar depois do meio dia, por que o funcionário que trabalha ali faz um horário diferenciado. Quando não mandam a gente passar uma semana inteira arrecadando os mais variados documentos e carimbos, pra no final das contas, ao entregar a papelada, escutar de um funcionário cansado de que nada aquilo era necessário.
O que podemos fazer? Nós como usuários prejudicados podemos reclamar e sugerir. Podemos mostrar que caminhos mais fáceis e seguros podem ser utilizados. Podemos questionar e fazer alguém que faz as normas pensar se realmente é necessário tanto carimbo, tanta cópia, tanta certidão para receber um documento. Podemos mostrar que vale a pena investir em um sistema mais robusto que consiga centralizar documentos. Que consiga receber e direcionar sugestões e dúvidas. Um sistema que faça o órgão, mantido com nossos impostos, preste contas do que está sendo feito e providenciado. Onde o órgão possa pedir desculpas à população pelo serviço mal prestado, por prazos perdidos. Que possa ajudar a mudar a mentalidade de quem está lá conduzindo o serviço.
Mas sério, dá muito trabalho ir lá protocolar uma reclamação. A gente acaba dando um jeito, chupando a manga, resolvendo o nosso problema, ou aceitando a merda e deixando quieto, torcendo pra não precisar tão cedo desse serviço novamente. Vou ver se arrumo um tempo na hora do almoço pra ir lá reclamar... se bem que na hora do almoço não deve funcionar.... talvez eu pegue uma folga pra isso... ou use minhas férias.
Ju
Para fazer o registro da minha reclamação entrei no site do Detran e procurei a parte de “ouvidoria”, “comentários, dúvidas e reclamações” ou algo que o valha. Lá embaixo, no cantinho da página um link de “fale conosco”. Cliquei já tendo na minha mente o texto da meu relato. Qual não é a minha surpresa ao me deparar com um número de telefone para reclamações.
Estamos em 2011. Moro na capital do país. O Detran, e pelo que eu pude perceber, todos os outros órgãos do GDF não possuem qualquer tipo de contato com os cidadãos via Internet. Nada. Niente.
A gente tem que ligar e passar pelo gerundísmo dos atendentes para registrar qualquer contato com qualquer órgão do GDF. Isso não vai dar em nada. Vou ligar, contar a minha história triste pra o operador terceirizado que vai datilografar minha reclamação num papel carbonado e encaminhar ao departamento responsável. Quando o meu papel estiver na pilha com outros milhares de “reclamações”, o moço do café, sem querer vai tropeçar e molhar a papelada... “vamos jogar esses de cima fora, senão vai dar barata” e lá vai a minha reclamação... nunca vou ter uma resposta. Ninguém nunca vai perceber que aquele problema existe.
Comentando isso aqui no trabalho, tive mil outros exemplos de serviços mal (ou não) prestados pelo Governo do Distrito Federal.
Nós, a população pagadora de impostos, temos que ir pessoalmente até um órgão qualquer para receber como resposta padrão que o sistema está fora do ar, ou que é necessário voltar depois do meio dia, por que o funcionário que trabalha ali faz um horário diferenciado. Quando não mandam a gente passar uma semana inteira arrecadando os mais variados documentos e carimbos, pra no final das contas, ao entregar a papelada, escutar de um funcionário cansado de que nada aquilo era necessário.
O que podemos fazer? Nós como usuários prejudicados podemos reclamar e sugerir. Podemos mostrar que caminhos mais fáceis e seguros podem ser utilizados. Podemos questionar e fazer alguém que faz as normas pensar se realmente é necessário tanto carimbo, tanta cópia, tanta certidão para receber um documento. Podemos mostrar que vale a pena investir em um sistema mais robusto que consiga centralizar documentos. Que consiga receber e direcionar sugestões e dúvidas. Um sistema que faça o órgão, mantido com nossos impostos, preste contas do que está sendo feito e providenciado. Onde o órgão possa pedir desculpas à população pelo serviço mal prestado, por prazos perdidos. Que possa ajudar a mudar a mentalidade de quem está lá conduzindo o serviço.
Mas sério, dá muito trabalho ir lá protocolar uma reclamação. A gente acaba dando um jeito, chupando a manga, resolvendo o nosso problema, ou aceitando a merda e deixando quieto, torcendo pra não precisar tão cedo desse serviço novamente. Vou ver se arrumo um tempo na hora do almoço pra ir lá reclamar... se bem que na hora do almoço não deve funcionar.... talvez eu pegue uma folga pra isso... ou use minhas férias.
Ju
terça-feira, 26 de julho de 2011
Eu, modo de usar (roubado)
"Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer em mim um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar."
A Martha Medeiros e sua péssima mania de falar por mim. (link no título)
Ju
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar."
A Martha Medeiros e sua péssima mania de falar por mim. (link no título)
Ju
sexta-feira, 22 de julho de 2011
homo sapiens
A notícia é boa! É ótima! Brasileiros desenvolveram um exame capaz de detectar câncer de próstata por meio de pequenas amostras de sangue ou esperma. Menos invasivo. Quando leio essa notícia eu penso em duas coisas.
A primeira é que só se descobriu esse novo método de exame por que vivemos numa sociedade machista. É uma constatação, não uma reclamação.
Mulheres se submetem a exames ginecológicos invasivos anualmente há décadas, e ninguém nunca se preocupou em desenvolver para nós um exame preventivo melhor.
Alegam que por medo e preconceito apenas 32% dos homens se submetem ao exame de toque. As mulheres, bem caladinhas aprenderam que é necessário enfrentar o medo e o preconceito e fazer o papa nicolau. E então é assim, elas se comportaram direitinho, não tão fazendo barulho deixa tudo do jeito que tá, não tem problema que o exame seja invasivo, desconfortável. Eles que tem “medo e preconceito” e se recusam a se submeter ao toque, ganham pesquisas que levam à melhora do que estava incomodando. Não é uma constatação, é uma reclamação, agora.
Com crianças e adolescentes não fazemos assim... quem se comporta é que ganha o prêmio. O mal criado fica de castigo até aprender.
Tem como melhorar o exame preventivo feminino também. É só direcionar as pesquisas pra lá. Assim como as outras coisas que incomodam a mulherada como cólicas menstruais, absorventes e efeitos da menopausa. Se homens que sofressem com isso, pesquisas teriam melhorado também nessa área.
E isso me leva à segunda coisa que a noticia me faz pensar. A nossa espécie é capaz de enfrentar quase que qualquer crise que apareça pela frente. Crise de petróleo, água, alimento... fácil a gente resolve. A cabeça certa na frente do problema, investimento na área (que em momentos de crise, não vai ser difícil) e o problema vai ter solução. Vai ser uma fonte de energia diferente, mais barata ou mais cara, não importa, mas uma que não seja esgotável, ou que pelo menos dure por mais algumas gerações. Vamos dessalinizar água do mar, e matamos a sede de todos. Ou desenvolver métodos de purificação e limpeza para reutilização de água de chuva. Isso não vai ser problema. Vamos ter laboratórios desenvolvendo o melhor pedaço de carne, sem a necessidade de se criar um animal e ter que esperar que ele cresça, engorde e sem precisar matar o bichinho. Não que eu tenha problema com isso, não tenho. Eu estou no topo da cadeia alimentar por alguma razão, afinal, mas pela facilidade da coisa. Vamos desenvolver sementes que precisem de menos tempo pra crescer. Legumes e verduras enriquecidos com os nutrientes que faltam nas pessoas. Vão falar que essas coisas feitas em laboratório dão câncer e tal. Mas vai ter outra cabeça pensante lá na área dos remédios... é uma questão de se destinar recursos. Por causa de uma crise, ou por interesses financeiros ou de gênero.
Acredito muito na capacidade da minha raça. Depende da cabeça certa.
Ju
A primeira é que só se descobriu esse novo método de exame por que vivemos numa sociedade machista. É uma constatação, não uma reclamação.
Mulheres se submetem a exames ginecológicos invasivos anualmente há décadas, e ninguém nunca se preocupou em desenvolver para nós um exame preventivo melhor.
Alegam que por medo e preconceito apenas 32% dos homens se submetem ao exame de toque. As mulheres, bem caladinhas aprenderam que é necessário enfrentar o medo e o preconceito e fazer o papa nicolau. E então é assim, elas se comportaram direitinho, não tão fazendo barulho deixa tudo do jeito que tá, não tem problema que o exame seja invasivo, desconfortável. Eles que tem “medo e preconceito” e se recusam a se submeter ao toque, ganham pesquisas que levam à melhora do que estava incomodando. Não é uma constatação, é uma reclamação, agora.
Com crianças e adolescentes não fazemos assim... quem se comporta é que ganha o prêmio. O mal criado fica de castigo até aprender.
Tem como melhorar o exame preventivo feminino também. É só direcionar as pesquisas pra lá. Assim como as outras coisas que incomodam a mulherada como cólicas menstruais, absorventes e efeitos da menopausa. Se homens que sofressem com isso, pesquisas teriam melhorado também nessa área.
E isso me leva à segunda coisa que a noticia me faz pensar. A nossa espécie é capaz de enfrentar quase que qualquer crise que apareça pela frente. Crise de petróleo, água, alimento... fácil a gente resolve. A cabeça certa na frente do problema, investimento na área (que em momentos de crise, não vai ser difícil) e o problema vai ter solução. Vai ser uma fonte de energia diferente, mais barata ou mais cara, não importa, mas uma que não seja esgotável, ou que pelo menos dure por mais algumas gerações. Vamos dessalinizar água do mar, e matamos a sede de todos. Ou desenvolver métodos de purificação e limpeza para reutilização de água de chuva. Isso não vai ser problema. Vamos ter laboratórios desenvolvendo o melhor pedaço de carne, sem a necessidade de se criar um animal e ter que esperar que ele cresça, engorde e sem precisar matar o bichinho. Não que eu tenha problema com isso, não tenho. Eu estou no topo da cadeia alimentar por alguma razão, afinal, mas pela facilidade da coisa. Vamos desenvolver sementes que precisem de menos tempo pra crescer. Legumes e verduras enriquecidos com os nutrientes que faltam nas pessoas. Vão falar que essas coisas feitas em laboratório dão câncer e tal. Mas vai ter outra cabeça pensante lá na área dos remédios... é uma questão de se destinar recursos. Por causa de uma crise, ou por interesses financeiros ou de gênero.
Acredito muito na capacidade da minha raça. Depende da cabeça certa.
Ju
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Real
Ao sentimento que é uma coisa abstrata.
Talvez abstrata demais.
Sentimento pra ser sentido.
Sentimento pra ser dito, escrito, ouvido, lido, gritado aos quatro ventos.
Sentimento que transborda.
Sentimento sem pra quê. Nem por quê.
Sentimento que gera dúvida, gera culpa, gera pena.
Sentimento que faz sentir como não devia. Que faz sentir não tanto quando devia.
Sentimento abstrato.
Sentimento que se mostra. Que se mostra em atitudes, se mostra em gestos, presentes, presenças, preocupações.
Sentimento que se esconde com medo de outros sentimentos. Medo da falta de sentimentos. E se poda.
Sentimento de esperança. Já sem esperança. De ser real.
Uma realidade abstrata. Abstrata demais, talvez.
E cheia de sentimentos. Que transborda de realidade. Realmente abstrata.
Realmente sentimental. Realmente real. Palpável.
Toque real. Toque com sentimento. Toque com sentimento real. Mas que é real.
Real por que acontece de verdade.
E é de verdade.
E se baseia num sentimento de verdade.
Abstrato, mas real. Na realidade, abstrato e de verdade.
Real. É assim que é. Real.
Ju
PS. Texto meu, de 2007. Velho, mas o texto é meu e eu faço com ele o que eu quiser
Talvez abstrata demais.
Sentimento pra ser sentido.
Sentimento pra ser dito, escrito, ouvido, lido, gritado aos quatro ventos.
Sentimento que transborda.
Sentimento sem pra quê. Nem por quê.
Sentimento que gera dúvida, gera culpa, gera pena.
Sentimento que faz sentir como não devia. Que faz sentir não tanto quando devia.
Sentimento abstrato.
Sentimento que se mostra. Que se mostra em atitudes, se mostra em gestos, presentes, presenças, preocupações.
Sentimento que se esconde com medo de outros sentimentos. Medo da falta de sentimentos. E se poda.
Sentimento de esperança. Já sem esperança. De ser real.
Uma realidade abstrata. Abstrata demais, talvez.
E cheia de sentimentos. Que transborda de realidade. Realmente abstrata.
Realmente sentimental. Realmente real. Palpável.
Toque real. Toque com sentimento. Toque com sentimento real. Mas que é real.
Real por que acontece de verdade.
E é de verdade.
E se baseia num sentimento de verdade.
Abstrato, mas real. Na realidade, abstrato e de verdade.
Real. É assim que é. Real.
Ju
PS. Texto meu, de 2007. Velho, mas o texto é meu e eu faço com ele o que eu quiser
segunda-feira, 18 de julho de 2011
da série tenho uma antipatia... desculpas esfarrapadas
“O time jogou muito bem, só faltou mesmo o gol” Aaahh, vá? Sério?
O futebol é um jogo cujo o objetivo é chutar (cabecear, barrigar, empurrar com a mão, ombro ou cotovelo, se o juiz não tiver prestando muita atenção) a bola pra dentro do gol. É isso. Simples assim.
O objetivo do jogo não é “jogar bonito”. O objetivo do jogo não é ter 80 chutes a gol, ou chances reais de marcar, nas estatísticas apresentadas pelos comentaristas.
O objetivo do futebol é pura e simplesmente enfiar a droga da bola dentro do gol.
Eu tenho uma antipatia de desculpa esfarrapada...
Ah, o time tal perdeu, mas jogou bonito! Apresentou o famoso futebol arte! Aquele futebol moleque do brasileiro.... perdeu? Então perdeu.
Ah, mas jogar na altitude, a bola fica mais rápida, o ar fica rarefeito. Sério?
Ah, por que esses jogadores só tiveram 3 dias de treino coletivo e não ficaram entrosados. Sério?
Ah, por que hoje não era dia do futebol brasileiro, sério?
Quem não tem competência não se estabelece.
Odeio a falta de capacidade que se tem de admitir erros, faltas. Inventa-se todo tipo de desculpa pra justificar o que, por vezes, é injustificável.
Eu sei que os jogadores só estão respondendo às perguntas dos jornalistas: “o que aconteceu?” Uai, o que aconteceu? Voce não viu o que aconteceu? A bola não entrou. Foi isso que aconteceu,
Se no meio do jogo uma nave tivesse descido no meio do campo, abduzido os jogadores e eles só tivessem sido devolvidos aos 45 minutos do segundo tempo, a pergunta é pertinente. Em quase nenhuma outra situação é.
Eu lembro de uma lista que foi publicada numa Revista Capricho nos idos dos anos 90 de 101 desculpas esfarrapadas para não comparecer em algum compromisso... coisas do tipo “não posso ir, vou contar as cerdas da minha escova de dentes”, “não posso ir, hoje é a final do campeonato de jogo da velha no meu prédio” e “não posso ir, tenho que levar a minha avó pro exame de faixa do tae kwon do.”.
Não sei por que, mas vendo o camarada lá falando que “so faltou o gol” me lembrei dessa lista.
Bom, pelo menos eu não perdi meu tempo assistindo ao jogo, mas ainda assim, tenho que passar raiva vendo os noticiários. Antipatia.
Ju
O futebol é um jogo cujo o objetivo é chutar (cabecear, barrigar, empurrar com a mão, ombro ou cotovelo, se o juiz não tiver prestando muita atenção) a bola pra dentro do gol. É isso. Simples assim.
O objetivo do jogo não é “jogar bonito”. O objetivo do jogo não é ter 80 chutes a gol, ou chances reais de marcar, nas estatísticas apresentadas pelos comentaristas.
O objetivo do futebol é pura e simplesmente enfiar a droga da bola dentro do gol.
Eu tenho uma antipatia de desculpa esfarrapada...
Ah, o time tal perdeu, mas jogou bonito! Apresentou o famoso futebol arte! Aquele futebol moleque do brasileiro.... perdeu? Então perdeu.
Ah, mas jogar na altitude, a bola fica mais rápida, o ar fica rarefeito. Sério?
Ah, por que esses jogadores só tiveram 3 dias de treino coletivo e não ficaram entrosados. Sério?
Ah, por que hoje não era dia do futebol brasileiro, sério?
Quem não tem competência não se estabelece.
Odeio a falta de capacidade que se tem de admitir erros, faltas. Inventa-se todo tipo de desculpa pra justificar o que, por vezes, é injustificável.
Eu sei que os jogadores só estão respondendo às perguntas dos jornalistas: “o que aconteceu?” Uai, o que aconteceu? Voce não viu o que aconteceu? A bola não entrou. Foi isso que aconteceu,
Se no meio do jogo uma nave tivesse descido no meio do campo, abduzido os jogadores e eles só tivessem sido devolvidos aos 45 minutos do segundo tempo, a pergunta é pertinente. Em quase nenhuma outra situação é.
Eu lembro de uma lista que foi publicada numa Revista Capricho nos idos dos anos 90 de 101 desculpas esfarrapadas para não comparecer em algum compromisso... coisas do tipo “não posso ir, vou contar as cerdas da minha escova de dentes”, “não posso ir, hoje é a final do campeonato de jogo da velha no meu prédio” e “não posso ir, tenho que levar a minha avó pro exame de faixa do tae kwon do.”.
Não sei por que, mas vendo o camarada lá falando que “so faltou o gol” me lembrei dessa lista.
Bom, pelo menos eu não perdi meu tempo assistindo ao jogo, mas ainda assim, tenho que passar raiva vendo os noticiários. Antipatia.
Ju
quarta-feira, 13 de julho de 2011
despertador
Algo parecido com um despertador toca dentro da minha cabeça há um tempo. Eu entendo que tá na hora de acordar pra alguma coisa, mas ainda não descobri pra o que que é. Fico repassando meus posicionamentos, atitudes atrás de alguma situação em que eu possa estar “dormindo no ponto”, mas não encontro... se eu realmente estou dormindo no ponto, eu durmo profundamente por que não acho o que pode ser...
Eu fico dando comando de soneca nesse despertador, que até para um pouco de tocar, mas logo volta com aquele trrriiiiimmmm na minha cabeça e eu feito doida tentando identificar pra que que aquilo toca.
Mas hoje eu pensei que, de repente pode não ser um despertador. Pode ser um alarme. Pode ser que, ao contrário de estar dormindo no ponto, eu possa estar é muito ativa e perdendo a mão das coisas. Eu sou muito agoniada, ansiosa, e já tive que escutar algumas vezes que eu tava indo até bem, mas "perdi a mão". Será que é isso de novo? Será que eu "perdi a mão" mais uma vez? Em que que eu "perdi a mão"?
E se for isso mesmo, como é que faz? Como é que mede? Como é que eu faço pra sair do ponto de precisar acordar por que to “dormindo no ponto" sem atingir o ponto que se toca o alarme do “perdeu a mão”?
Como eu faço pra fazer as coisas devagar? Pra pensar devagar? Como faz?
Ju
Eu fico dando comando de soneca nesse despertador, que até para um pouco de tocar, mas logo volta com aquele trrriiiiimmmm na minha cabeça e eu feito doida tentando identificar pra que que aquilo toca.
Mas hoje eu pensei que, de repente pode não ser um despertador. Pode ser um alarme. Pode ser que, ao contrário de estar dormindo no ponto, eu possa estar é muito ativa e perdendo a mão das coisas. Eu sou muito agoniada, ansiosa, e já tive que escutar algumas vezes que eu tava indo até bem, mas "perdi a mão". Será que é isso de novo? Será que eu "perdi a mão" mais uma vez? Em que que eu "perdi a mão"?
E se for isso mesmo, como é que faz? Como é que mede? Como é que eu faço pra sair do ponto de precisar acordar por que to “dormindo no ponto" sem atingir o ponto que se toca o alarme do “perdeu a mão”?
Como eu faço pra fazer as coisas devagar? Pra pensar devagar? Como faz?
Ju
sexta-feira, 1 de julho de 2011
você acredita...??
Você acredita em Deus? Em deuses? Em fadas? Duendes?
Em terapia das luzes coloridas? Aromaterapia? Em terapia?
Homeopatia? Do-in? Acupuntura?
Você acredita em promessa de político?
Acredita em amor eterno? Em amor à primeira vista?
Acredita em navios?
Você acredita em ETs? Em vida inteligente em outros planetas?
Acredita no chupa-cabra?
Acredita que o homem pisou na Lua?
Acredita que o Paulo Coelho desaparece quando levanta o polegar?
Acredita que o Lula não sabia?
Você acredita que o Elvis Presley tenha morrido? E o Michael Jackson?
Você acredita em milagres?
Acredita naquilo que te contaram?
Acredita que os EUA estavam diretamente envolvidos no atentado de 11 de setembro?
Acredita que exista uma resposta para a vida, o universo e tudo o mais?
Você acredita que dinheiro traz felicidade? Em pilulas emagrecedoras?
Acredita que o Osama Bin Laden tenha mesmo sido jogado ao mar para atender aos preceitos islâmicos?
Acredita em preceitos islâmicos? Nos budistas? Nos wiccas? Nos evangélicos? Nos católicos?
Você acredita que o crime do PC Farias tenha sido passional?
Que o Pedro Collor tenha morrido de morte morrida?
Que o Paul McCartney esteja vivo? E o Fidel?
Acredita que a participação dos “cara-pintadas” teve influência do Impeachment de 1992?
Acredita na memória do povo?
Acredita que seu filho fez o dever de casa? Que ele lavou atras das orelhas?
Acredita em sexo sem amor?
Acredita em fantasmas?
Naqueles desenhos nas plantações de milho?
Acredita em perdão?
Acredita que o tempo cura tudo?
Acredita nas notícias publicadas no jornal?
Você acredita nos seus amigos?
Você acredita nos seus sentimentos? Nas suas verdades? Nos seus conceitos?
Acredita na sua capacidade? Na sua competência?
Acredita que pode seguir sozinho?
Em terapia das luzes coloridas? Aromaterapia? Em terapia?
Homeopatia? Do-in? Acupuntura?
Você acredita em promessa de político?
Acredita em amor eterno? Em amor à primeira vista?
Acredita em navios?
Você acredita em ETs? Em vida inteligente em outros planetas?
Acredita no chupa-cabra?
Acredita que o homem pisou na Lua?
Acredita que o Paulo Coelho desaparece quando levanta o polegar?
Acredita que o Lula não sabia?
Você acredita que o Elvis Presley tenha morrido? E o Michael Jackson?
Você acredita em milagres?
Acredita naquilo que te contaram?
Acredita que os EUA estavam diretamente envolvidos no atentado de 11 de setembro?
Acredita que exista uma resposta para a vida, o universo e tudo o mais?
Você acredita que dinheiro traz felicidade? Em pilulas emagrecedoras?
Acredita que o Osama Bin Laden tenha mesmo sido jogado ao mar para atender aos preceitos islâmicos?
Acredita em preceitos islâmicos? Nos budistas? Nos wiccas? Nos evangélicos? Nos católicos?
Você acredita que o crime do PC Farias tenha sido passional?
Que o Pedro Collor tenha morrido de morte morrida?
Que o Paul McCartney esteja vivo? E o Fidel?
Acredita que a participação dos “cara-pintadas” teve influência do Impeachment de 1992?
Acredita na memória do povo?
Acredita que seu filho fez o dever de casa? Que ele lavou atras das orelhas?
Acredita em sexo sem amor?
Acredita em fantasmas?
Naqueles desenhos nas plantações de milho?
Acredita em perdão?
Acredita que o tempo cura tudo?
Acredita nas notícias publicadas no jornal?
Você acredita nos seus amigos?
Você acredita nos seus sentimentos? Nas suas verdades? Nos seus conceitos?
Acredita na sua capacidade? Na sua competência?
Acredita que pode seguir sozinho?
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Alguma coisa está fora da ordem
Foi assinada pela Presidenta Dilma e pelos Ministros da Justiça e Educação uma alteração na lei de execução penal que autoriza o desconto de um dia de pena para cada 12 horas que o detento freqüentar aulas.
Olha, ou tem alguma coisa muito errada no mundo ou na minha cabeça, não é possível.
A princípio, a pessoa que se encontra presa, cumprindo pena em um presídio cometeu um crime. Ela roubou alguém, um trabalhador que precisava do dinheiro pra comprar comida pra sua família. Roubou um carro de uma mãe pagava em prestações pra levar seus filhos a escola. Roubou dinheiro público, que seria investido em um hospital. Esse criminoso assassinou o filho de alguém, o pai de alguém. Acabou com a estrutura de uma família. Criou traumas violentos em pessoas. Bateu em velhos. Abusou de crianças. Estuprou mulheres. Esse criminoso não merece ter uma lei que cuide de seus direitos. As vítimas dele mereciam ter.
A nova redação dessa lei, além de garantir a redução da pena vinculada à freqüência nas aulas, mantém ainda a possibilidade de trocar dias de trabalho por tempo de condenação.
Eu, todos os dias, levanto cedo e venho pro trabalho. Trabalho pra pagar a comida que eu como. Pra pagar o teto que eu moro, o colchão em que eu durmo. Trabalho pra poder pagar o meu direito a lazer. Eu trabalho para pagar impostos que me garantam segurança e impeçam que um filho de uma puta malacabado desses me roube o que eu tenho e conquistei no dia a dia. Trabalho pra que o nível de segurança da sociedade seja suficiente para que eu e os meus não sejamos vítimas de um seqüestro ou um assassinato.
Mas o detento bonitão tá lá no presídio, (que tem uma péssima estrutura e tem mesmo que ter, já que não é um hotel aquela merda) e com o dinheiro do imposto que eu pago, ele come. Ele joga bola à tarde, depois do vale a pena ver de novo, enquanto eu to aqui trabalhando pra pagar mais impostos. Ele fica putinho por que resolveram não deixar mais entrar celular no presídio - afinal de contas, de novo ele não está lá de férias, mas sendo penalizado por algo de errado que fez – e queima os colchões em protesto. O que a gente faz??? Trabalha mais pra comprar colchões novos pro maldito.
Ele trabalha não é pra pagar a comida, o futebol, a ginástica, a televisão e o colchão não. Ele trabalha pra ficar menos tempo preso. Ele trabalha e ganha um bônus! Como ele é bonzinho!
E agora, mais essa. O fato do malacabado freqüentar a escola já deveria ser considerado um bônus.
Caso ele trabalhasse, ele teria direito de comer, dormir e até a freqüentar a escola. Isso não pode ser o fato gerador de mais um benefício.
A educação que eles precisam pra se reenquadrar na sociedade não é aprender o be-a-ba, não. Isso é pras crianças. Pra sociedade. Pras pessoas de bem. Os presidiários devem ser reeducados sim, presos com correntes e bolas de ferro, tampando buracos de estradas e rodovias. Quebrando pedras. Limpando bocas de lobo das cidades. Reformando os presídios e escolas. A educação que se deve dar é que as coisas que se tem (comida, colchão e lazer) são conquistadas com trabalho. Que ele até tenha direito a freqüentar a escola, mas mediante pagamento em serviços e que isso não reduza em nem um único minuto a sua pena.
Ju
Olha, ou tem alguma coisa muito errada no mundo ou na minha cabeça, não é possível.
A princípio, a pessoa que se encontra presa, cumprindo pena em um presídio cometeu um crime. Ela roubou alguém, um trabalhador que precisava do dinheiro pra comprar comida pra sua família. Roubou um carro de uma mãe pagava em prestações pra levar seus filhos a escola. Roubou dinheiro público, que seria investido em um hospital. Esse criminoso assassinou o filho de alguém, o pai de alguém. Acabou com a estrutura de uma família. Criou traumas violentos em pessoas. Bateu em velhos. Abusou de crianças. Estuprou mulheres. Esse criminoso não merece ter uma lei que cuide de seus direitos. As vítimas dele mereciam ter.
A nova redação dessa lei, além de garantir a redução da pena vinculada à freqüência nas aulas, mantém ainda a possibilidade de trocar dias de trabalho por tempo de condenação.
Eu, todos os dias, levanto cedo e venho pro trabalho. Trabalho pra pagar a comida que eu como. Pra pagar o teto que eu moro, o colchão em que eu durmo. Trabalho pra poder pagar o meu direito a lazer. Eu trabalho para pagar impostos que me garantam segurança e impeçam que um filho de uma puta malacabado desses me roube o que eu tenho e conquistei no dia a dia. Trabalho pra que o nível de segurança da sociedade seja suficiente para que eu e os meus não sejamos vítimas de um seqüestro ou um assassinato.
Mas o detento bonitão tá lá no presídio, (que tem uma péssima estrutura e tem mesmo que ter, já que não é um hotel aquela merda) e com o dinheiro do imposto que eu pago, ele come. Ele joga bola à tarde, depois do vale a pena ver de novo, enquanto eu to aqui trabalhando pra pagar mais impostos. Ele fica putinho por que resolveram não deixar mais entrar celular no presídio - afinal de contas, de novo ele não está lá de férias, mas sendo penalizado por algo de errado que fez – e queima os colchões em protesto. O que a gente faz??? Trabalha mais pra comprar colchões novos pro maldito.
Ele trabalha não é pra pagar a comida, o futebol, a ginástica, a televisão e o colchão não. Ele trabalha pra ficar menos tempo preso. Ele trabalha e ganha um bônus! Como ele é bonzinho!
E agora, mais essa. O fato do malacabado freqüentar a escola já deveria ser considerado um bônus.
Caso ele trabalhasse, ele teria direito de comer, dormir e até a freqüentar a escola. Isso não pode ser o fato gerador de mais um benefício.
A educação que eles precisam pra se reenquadrar na sociedade não é aprender o be-a-ba, não. Isso é pras crianças. Pra sociedade. Pras pessoas de bem. Os presidiários devem ser reeducados sim, presos com correntes e bolas de ferro, tampando buracos de estradas e rodovias. Quebrando pedras. Limpando bocas de lobo das cidades. Reformando os presídios e escolas. A educação que se deve dar é que as coisas que se tem (comida, colchão e lazer) são conquistadas com trabalho. Que ele até tenha direito a freqüentar a escola, mas mediante pagamento em serviços e que isso não reduza em nem um único minuto a sua pena.
Ju
terça-feira, 28 de junho de 2011
unring the bell
A frase "unring the bell" é uma analogia usada para sugerir a dificuldade de se esquecer uma informação que já é sabida. Uma vez ouvi essa frase e percebi nela um outro significado, bem semelhante, mas menos abstrato quanto deixar de saber algo. Pensei nela como não existir um sino destocado. Tocou, tocou. O som já foi. As pessoas ouviram, saíram de suas casa para a missa ou seja lá o que for.
E se aquele sino não tivesse tocado? E se aquelas pessoas não tivessem saído de casa pra ir à missa? E se aquele passarinho que estava lá pousado no campanário não tivesse voado? E se... não adianta. Não rola. O sino não pode ser destocado.
As pessoas podem até voltar pra casa mesmo depois de ter escutado o sino. Elas podem achar que está frio demais, ou calor demais pra ir à missa. Podem resolver parar no meio do caminho pra tomar um sorvete.
A missa pode até não acontecer. O padre pode desistir, pode ter fugido com uma beata, pode estar cansado ou ter enchido a cara de vinho e não ter condições nem de ficar nem de pé.
O passarinho que estava quase acabando de fazer o ninho e fugiu assustado quando o sino soou pode não achar seguro o caminho de volta e acabar sua vida sem se reproduzir. Ou pode encontrar um pedacinho de palha ainda melhor que aquele outro que ele já tinha, e fazer um ninho mais confortável pra sua passarinha.
O fato é que o sino não pode ser destocado.
Se voltando no tempo o sino não tivesse sido tocado, seria tudo muito mais fácil? Por que o efeito cascata de eventos criados pelo soar do sino não teria se iniciado. Teria sido aquela tarde de domingo diferente?
Diferente não significa melhor.
Diferente não significa pior.
Diferente não significa sequer que a posição final de todos os envolvidos não seria rigorosamente a mesma caso o sino tivesse soado.
A questão é que não se sabe. É uma realidade que não se tem.
O que se tem é um sino tocado. E é essa a verdade com a qual precisamos lidar. Boa ou ruim. Fácil ou difícil.
É assim que eu quero tentar enxergar as coisas.
E se aquele sino não tivesse tocado? E se aquelas pessoas não tivessem saído de casa pra ir à missa? E se aquele passarinho que estava lá pousado no campanário não tivesse voado? E se... não adianta. Não rola. O sino não pode ser destocado.
As pessoas podem até voltar pra casa mesmo depois de ter escutado o sino. Elas podem achar que está frio demais, ou calor demais pra ir à missa. Podem resolver parar no meio do caminho pra tomar um sorvete.
A missa pode até não acontecer. O padre pode desistir, pode ter fugido com uma beata, pode estar cansado ou ter enchido a cara de vinho e não ter condições nem de ficar nem de pé.
O passarinho que estava quase acabando de fazer o ninho e fugiu assustado quando o sino soou pode não achar seguro o caminho de volta e acabar sua vida sem se reproduzir. Ou pode encontrar um pedacinho de palha ainda melhor que aquele outro que ele já tinha, e fazer um ninho mais confortável pra sua passarinha.
O fato é que o sino não pode ser destocado.
Se voltando no tempo o sino não tivesse sido tocado, seria tudo muito mais fácil? Por que o efeito cascata de eventos criados pelo soar do sino não teria se iniciado. Teria sido aquela tarde de domingo diferente?
Diferente não significa melhor.
Diferente não significa pior.
Diferente não significa sequer que a posição final de todos os envolvidos não seria rigorosamente a mesma caso o sino tivesse soado.
A questão é que não se sabe. É uma realidade que não se tem.
O que se tem é um sino tocado. E é essa a verdade com a qual precisamos lidar. Boa ou ruim. Fácil ou difícil.
É assim que eu quero tentar enxergar as coisas.
Da série: tenho uma antipatia... amiiiigaaaa!!!
A pessoa trabalha comigo e esse é todo o relacionamento que existe entre nós. Tão somente a proximidade entre as baias. O nosso trabalho não é conjunto. O que ela faz não interfere em nada no que eu faço. Eu não conheço a família dela. Não me interesso pelos problemas que ela tem em casa. Não quero saber se os filhos dela ficaram de recuperação. Eu não estou nem aí se ela vai fazer aula de inglês no oitavo andar. Não tenho o menor interesse em como o mecânico falou que ia arrumar o carro dela. A única coisa que me diz respeito é que a criatura vai sair de férias, e eu fiquei responsável em repassar as mensagens de e-mail que chegassem na caixa dela a quem fossem tratá-las. Só. Para que isso aconteça, me sentei ao lado dela para pegar as orientações básicas de qual e-mail eu devo encaminhar pra quem. Só isso.
O que eu não consigo entender é como, de que forma esse contato gera a liberdade e a necessidade de ela passar a me chamar de “amiga!”, como se eu não tivesse um nome ou como eu fosse surda.
Tenho uma antipatia de meros conhecidos chamando os outros de “amiiiigaaaa”.
Não é possível que isso seja implicância minha... isso é muito chato
Ju
O que eu não consigo entender é como, de que forma esse contato gera a liberdade e a necessidade de ela passar a me chamar de “amiga!”, como se eu não tivesse um nome ou como eu fosse surda.
Tenho uma antipatia de meros conhecidos chamando os outros de “amiiiigaaaa”.
Não é possível que isso seja implicância minha... isso é muito chato
Ju
domingo, 26 de junho de 2011
domingo
Um dia eu queria ser capaz de entender o que o universo quer dizer com o domingo. Por já não basta ser irritante o suficiente o fato de a segunda feira estar chegando e você ser obrigada a encarar novamente desde o princípio mais uma semana, com todas as aporrinhações dos serviços, aulas, compromissos, renovações, renegociações, além do famigerado "mais do mesmo", o domingo ainda vem com uma sensação física de tédio irreversível.
As pessoas me chamam pra sair, sei lá cinema, jogo de futebol, samba, cervejinha num boteco... mas humpfff
Tem filmes interessantes pra assistir e eles até me ajudam a matar 3 ou 4 horas, mas humpfff...
Tenho uns livros bem legais em andamento, mas que diabo de tédio é esse????? não tem saída daqui, é isso?
Domingo é pra mim um assunto recorrente, e sempre chato.
Ju
As pessoas me chamam pra sair, sei lá cinema, jogo de futebol, samba, cervejinha num boteco... mas humpfff
Tem filmes interessantes pra assistir e eles até me ajudam a matar 3 ou 4 horas, mas humpfff...
Tenho uns livros bem legais em andamento, mas que diabo de tédio é esse????? não tem saída daqui, é isso?
Domingo é pra mim um assunto recorrente, e sempre chato.
Ju
sábado, 18 de junho de 2011
sem rumo
Eu passo por épocas na minha vida em que eu tenho total controle da situação (ou pelo menos imagino ter) e isso dá uma sensação de conforto. Eu gosto disso. Nessas situações eu sei o que fazer, o que pensar, o que sentir, o que vestir. Sei o que falar, o que fazer com as mãos, o caminho mais curto pro trabalhao. Sei como arrumar meu cabelo, como (não) combinar minhas roupas, qual cor de batom vai ficar melhor.
Mas as vezes, algumas coisas acontecem (ou deixam de acontecer) na vida da gente e acaba que ficamos meio sem rumo. Outro dia eu pedi pro cara pintar meu cabelo de vermelho, ele tacou um castanho e alegou qe vermelho tava fora de moda. Eu nada fiz. Todos os dias, agora, eu pego caminhos ou entradas erradas no trânsito e daí, engarrafamentos. Eu, pessoa que gosta tanto das antecedências, não sei o que vou fazer nem amanhã, que dirá semana que vem, ou no outro mês. Paro na frente da geladeira, armário da cozinha e fogão e a única coisa que sai sou eu de casa pra pegar um sanduíche no drive do Mc Donalds. Fico parada com o telefone na mão, sem saber se ligo, mando mensagem, envio email, posto no blog ou jogo angry birds. Vou na locadora com uma lista de filmes sugeridos e erro pelos corredores sem saber o que escolher.
Gosto disso não. Sei lá o que ocorre. Conjunções astrais, canseira mental, coração em modo de espera, nao sei a causa, mas eu quero o meu controle de volta.
Ju
Mas as vezes, algumas coisas acontecem (ou deixam de acontecer) na vida da gente e acaba que ficamos meio sem rumo. Outro dia eu pedi pro cara pintar meu cabelo de vermelho, ele tacou um castanho e alegou qe vermelho tava fora de moda. Eu nada fiz. Todos os dias, agora, eu pego caminhos ou entradas erradas no trânsito e daí, engarrafamentos. Eu, pessoa que gosta tanto das antecedências, não sei o que vou fazer nem amanhã, que dirá semana que vem, ou no outro mês. Paro na frente da geladeira, armário da cozinha e fogão e a única coisa que sai sou eu de casa pra pegar um sanduíche no drive do Mc Donalds. Fico parada com o telefone na mão, sem saber se ligo, mando mensagem, envio email, posto no blog ou jogo angry birds. Vou na locadora com uma lista de filmes sugeridos e erro pelos corredores sem saber o que escolher.
Gosto disso não. Sei lá o que ocorre. Conjunções astrais, canseira mental, coração em modo de espera, nao sei a causa, mas eu quero o meu controle de volta.
Ju
terça-feira, 7 de junho de 2011
Da série tenho uma antipatia.... fone de ouvido
Quando a gente tá no trabalho e quer escutar uma musiquinha, não pode ser uma coisa escancarada. Tem chefe que nem gosta que a gente fique escutando música, tirando o fato de que a gente tem que ficar atento se alguém chama ou o telefone toca. É um saco, por que os fones de ouvido que são possíveis de serem usados nessas situações em que a discrição é necessária são, invariavelmente, horríveis.
Eu tenho uma antipatia de fone de ouvido que não cabe na minha orelha. Aliás, não acredito que aquilo caiba na orelha de ninguém. Pelo menos não de forma confortável.
É a mesma situação de coisas “tamanho único”. Como assim, tamanho único? Tamanho de quem? Por que, sério se eu der uma rápida olhada ao meu redor eu vejo pessoas de tamanhos tão diferentes que até os bons e velhos P, M e G não são suficientes.
Minha orelha não é de um tamanho único. Ela deve ser P. Talvez uma das únicas coisas P em mim e não cabe nenhum fone de ouvido.
Na verdade eu queria escutar música no trabalho com aqueles fonezões de pessoal que trabalha em aeroporto...
Aí sim!
Ju
Eu tenho uma antipatia de fone de ouvido que não cabe na minha orelha. Aliás, não acredito que aquilo caiba na orelha de ninguém. Pelo menos não de forma confortável.
É a mesma situação de coisas “tamanho único”. Como assim, tamanho único? Tamanho de quem? Por que, sério se eu der uma rápida olhada ao meu redor eu vejo pessoas de tamanhos tão diferentes que até os bons e velhos P, M e G não são suficientes.
Minha orelha não é de um tamanho único. Ela deve ser P. Talvez uma das únicas coisas P em mim e não cabe nenhum fone de ouvido.
Na verdade eu queria escutar música no trabalho com aqueles fonezões de pessoal que trabalha em aeroporto...
Aí sim!
Ju
terça-feira, 24 de maio de 2011
A ruiva do espelho
Nunca gostei de espelho. Nem tanto por um problema de auto estima. Isso não é um problema pra mim. Mas não gosto de espelho pela mesma razão que eu tenho pra não gostar de aparecer em fotografias. O problema é que eu não me reconheço.
Eu sou capaz de entrar num banheiro, escovar meus dentes e não me olhar no espelho. Não é que eu fique olhando pra parede nem nada assim, mas não me olho. Não me observo. No caso de escovar os dentes, olho pra minha boca, pros dentes, pra língua, mas não me olho como um todo.... Posso sair do banheiro com um papel grudado na minha testa e não vou ter nem reparado. No fundo não era eu que estava ali. Isso acontece quando vou arrumar o cabelo, fazer maquiagem... quando ando no shopping (nunca vi lugar pra ter mais espelho).
A questão é que a ideia que eu faço de mim, é diferente do que aparece ali no espelho ou na fotografia.
Eu me vejo por dentro, e é só assim que eu me conheço. Quando tento me imaginar, digo a minha figura, não me imagino de uma forma física, então quando me vejo, me estranho.
Pensar nisso me perturba um pouco, por que as vezes me percebo em duas pessoas diferentes. A que eu sou de verdade, e uma outra que é sem mim.
É tão complexo que não sou capaz nem de entender, que dirá de explicar.
Ju
Eu sou capaz de entrar num banheiro, escovar meus dentes e não me olhar no espelho. Não é que eu fique olhando pra parede nem nada assim, mas não me olho. Não me observo. No caso de escovar os dentes, olho pra minha boca, pros dentes, pra língua, mas não me olho como um todo.... Posso sair do banheiro com um papel grudado na minha testa e não vou ter nem reparado. No fundo não era eu que estava ali. Isso acontece quando vou arrumar o cabelo, fazer maquiagem... quando ando no shopping (nunca vi lugar pra ter mais espelho).
A questão é que a ideia que eu faço de mim, é diferente do que aparece ali no espelho ou na fotografia.
Eu me vejo por dentro, e é só assim que eu me conheço. Quando tento me imaginar, digo a minha figura, não me imagino de uma forma física, então quando me vejo, me estranho.
Pensar nisso me perturba um pouco, por que as vezes me percebo em duas pessoas diferentes. A que eu sou de verdade, e uma outra que é sem mim.
É tão complexo que não sou capaz nem de entender, que dirá de explicar.
Ju
terça-feira, 17 de maio de 2011
3x4
Fui tirar uma foto 3x4 pra renovar a minha carteira de motorista. Não consigo entender o intuito de se colocar fotos 3x4 nos documentos... não sei se pelo formato, ou pela formalidade da coisa, mas fato é que ninguém nunca se parece com quem realmente é em fotos 3x4. Ter aquilo como referência pra identificar a pessoa é ridículo. Se pegar todas as fotos 3x4 que eu tirei na minha vida, posso falar tranquilamente que são pessoas diferentes e não tem quem duvide.
Toda vez que tenho que apresentar minha identidade e olham a foto eu corro o risco de ser processada por falsidade ideológica ou roubo de documentos... Só eu acredito que aquela pessoa da foto sou eu. Quem olha o documento nunca acredita.
Quando fui tirar a foto do passaporte, o agente da polícia que fazia os passaportes teve um trabalhão... devem ter sido umas 20 fotos, e eu olhava falava: não, não sou eu. Tira outra. E lá ia ele... todo paciente, tirar mais uma... umas 20 tentativas depois eu desisti. Não ia nunca parecer comigo mesma numa foto. Ficou aquela outra moça lá mesmo...
Ainda pensando nisso, já que a gente nunca parece com a gente mesmo, bem que podia ser permitido colar no documento a foto de quem você quisesse. Vou colar uma foto da Sandra Bullock no meu crachá. Não precisa parecer comigo de qualquer forma!
Ju
Toda vez que tenho que apresentar minha identidade e olham a foto eu corro o risco de ser processada por falsidade ideológica ou roubo de documentos... Só eu acredito que aquela pessoa da foto sou eu. Quem olha o documento nunca acredita.
Quando fui tirar a foto do passaporte, o agente da polícia que fazia os passaportes teve um trabalhão... devem ter sido umas 20 fotos, e eu olhava falava: não, não sou eu. Tira outra. E lá ia ele... todo paciente, tirar mais uma... umas 20 tentativas depois eu desisti. Não ia nunca parecer comigo mesma numa foto. Ficou aquela outra moça lá mesmo...
Ainda pensando nisso, já que a gente nunca parece com a gente mesmo, bem que podia ser permitido colar no documento a foto de quem você quisesse. Vou colar uma foto da Sandra Bullock no meu crachá. Não precisa parecer comigo de qualquer forma!
Ju
sexta-feira, 13 de maio de 2011
PA RA bo LA PA RA LU
Era uma vez um menininho. Ele estava passeando com sua mãe em um parque. Era um dia bonito de sol. O menininho, com a energia que é peculiar a uma criatura de 8 anos, pulava e corria para todos os lados.
O menininho era filho do meio, e como tal se esforçava absurdo para agradar sua mãe. Nesse dia passeavam só os dois. Como a atenção era só dele, coisa rara, ele queria mostrar pra mãe – uma verdadeira heroína na visão dele – o quanto ele era bom! Como ele era forte!!!
Ele subiu em uma das árvores e acenou lá de cima: "aqui, mãe!!! Olha como eu tô alto!". A mãe ria e aplaudia cada façanha do moleque!
"Mãe, posso pular daqui de cima??"
A mãe preocupada alertou: "Não filho, venha, me dê a mão que eu te ajudo a descer. É muito alto"
Mas ele, querendo mostrar sua força pra mãe, disse: "Não precisa ajudar, mamãe, eu consigo, olha!" e pulou lá de cima! Quando aterrissou, caiu no chão, mas ganhou apenas um arranhão e muita poeira.
A mãe aplaudiu de novo! Ela nem esperava que ele conseguisse pular de tão alto! "Esse menino é mais forte do que eu pensava!"
O orgulho que o menino via nos olhos de sua mãe, fazia ele querer provar cada vez mais o quanto ele era capaz!
"Olha mãe, agora vou me equilibrar aqui nesse galho!" "Mãe, você duvida que eu consiga pegar aquela fruta?"
Menininho em êxtase e a mãe cansada da caminhada, decidiram parar sob uma sombra na beira do rio pra descansar. O menininho não queria parar! A mãe dele nunca tinha olhado pra ele com aqueles olhos! Então ele sugeriu: "Mãe, posso levantar aquela pedra?"
A mãe, observando o tamanho da pedra em questão falou: "Filho, essa pedra é muito grande."
"Mãe, eu quero te mostrar que eu consigo!"
E o menininho tentou e tentou e tentou. A pedra era realmente muito pesada. Mas ele não queria decepcionar sua mãe, ele tinha que conseguir. Tentou, tentou, e nada.
Até que ele voltou muito cabisbaixo para perto da mãe.
"Puxa, mãe! Eu não consegui levantar aquela pedra. Eu queria tanto, mas não fui capaz. Desculpa."
A mãe ficou observando seu filhote com carinho, passando a mão na sua testa suada.
De repente o menininho falou: "Mãe, você me ajuda a levantar aquela pedra?"
A mãe rapidamente se levantou eu foi ajudar seu filho, e juntos, sem muita dificuldade levantaram a pedra.
Ela viu ali a chance de ensinar a seu filho uma lição das mais importantes:
Às vezes, a maior prova de força que uma pessoa pode dar, é conseguir pedir ajuda.
Foram pra casa felizes.
Pequena parábola enfeitada e recheada de perfumarias por mim, baseada numa história contada no 10° episódio da 14a temporada do seriado ER
Ju
O menininho era filho do meio, e como tal se esforçava absurdo para agradar sua mãe. Nesse dia passeavam só os dois. Como a atenção era só dele, coisa rara, ele queria mostrar pra mãe – uma verdadeira heroína na visão dele – o quanto ele era bom! Como ele era forte!!!
Ele subiu em uma das árvores e acenou lá de cima: "aqui, mãe!!! Olha como eu tô alto!". A mãe ria e aplaudia cada façanha do moleque!
"Mãe, posso pular daqui de cima??"
A mãe preocupada alertou: "Não filho, venha, me dê a mão que eu te ajudo a descer. É muito alto"
Mas ele, querendo mostrar sua força pra mãe, disse: "Não precisa ajudar, mamãe, eu consigo, olha!" e pulou lá de cima! Quando aterrissou, caiu no chão, mas ganhou apenas um arranhão e muita poeira.
A mãe aplaudiu de novo! Ela nem esperava que ele conseguisse pular de tão alto! "Esse menino é mais forte do que eu pensava!"
O orgulho que o menino via nos olhos de sua mãe, fazia ele querer provar cada vez mais o quanto ele era capaz!
"Olha mãe, agora vou me equilibrar aqui nesse galho!" "Mãe, você duvida que eu consiga pegar aquela fruta?"
Menininho em êxtase e a mãe cansada da caminhada, decidiram parar sob uma sombra na beira do rio pra descansar. O menininho não queria parar! A mãe dele nunca tinha olhado pra ele com aqueles olhos! Então ele sugeriu: "Mãe, posso levantar aquela pedra?"
A mãe, observando o tamanho da pedra em questão falou: "Filho, essa pedra é muito grande."
"Mãe, eu quero te mostrar que eu consigo!"
E o menininho tentou e tentou e tentou. A pedra era realmente muito pesada. Mas ele não queria decepcionar sua mãe, ele tinha que conseguir. Tentou, tentou, e nada.
Até que ele voltou muito cabisbaixo para perto da mãe.
"Puxa, mãe! Eu não consegui levantar aquela pedra. Eu queria tanto, mas não fui capaz. Desculpa."
A mãe ficou observando seu filhote com carinho, passando a mão na sua testa suada.
De repente o menininho falou: "Mãe, você me ajuda a levantar aquela pedra?"
A mãe rapidamente se levantou eu foi ajudar seu filho, e juntos, sem muita dificuldade levantaram a pedra.
Ela viu ali a chance de ensinar a seu filho uma lição das mais importantes:
Às vezes, a maior prova de força que uma pessoa pode dar, é conseguir pedir ajuda.
Foram pra casa felizes.
Pequena parábola enfeitada e recheada de perfumarias por mim, baseada numa história contada no 10° episódio da 14a temporada do seriado ER
Ju
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Irrelevâncias
Não importa o time que perde, o filme que passa, a lei que deixa de ser votada.
Não importa a criança que chora, a conta não paga, o preço do combustível.
Não importam as palavras não ditas, as palavras mal ditas, os pensamentos malditos.
Não importa o gosto da comida, o trabalho represado e relatórios pendentes.
Pouco me importa o conceito de certo e errado, de planejado ou do inesperado.
Não me importa o antes, nem o depois.
Tem momentos em que tudo que importa é a lembrança do peso do seu corpo sobre o meu.
Ju
Não importa a criança que chora, a conta não paga, o preço do combustível.
Não importam as palavras não ditas, as palavras mal ditas, os pensamentos malditos.
Não importa o gosto da comida, o trabalho represado e relatórios pendentes.
Pouco me importa o conceito de certo e errado, de planejado ou do inesperado.
Não me importa o antes, nem o depois.
Tem momentos em que tudo que importa é a lembrança do peso do seu corpo sobre o meu.
Ju
quarta-feira, 11 de maio de 2011
O aniversário do poetinha
Em 11 de maio de 2001, às 6 horas da manhã eu fui acordada por uma enfermeira do Hospital Brasília com a seguinte frase: "Bom dia, mamãe! Espero que vc tenha aproveitado o que pode ter sido a sua última noite inteira de sono por um bom tempo na sua vida!!".
Ela mandou eu ir tomar um banho e me preparar, que a hora estava chegando!
Não tinha dormido nada à noite (a barriga era muito grande e a ansiedade maior que ela), então tentei relaxar bem no banho.
Lavei a minha barriga com muito cuidado. Me despedi dela! Daquela barrigona que carregava o que ia mudar a minha vida dentro de alguns instantes.
Depois daquele banho o tempo ficou louco. Deixou de passar normalmente e começou a voar, fazendo tudo virar um turbilhão de acontecimentos.
Sala de cirurgia, e às 8:10 eu escuto aquele chorinho do menino mais vermelho e narigudo que eu já vi na vida! O mais lindo de todos!!
No quarto eu recebo aquele pacotinho cabeludo tão pequeno e indefeso... e a partir daí eu percebo como cada pequena mudança, cada pequeno avanço na vida de uma pessoa faz diferença... é um umbigo que cai, um banho sem choro, uma mãozinha que agarra seu dedo com força, um momento de sono no meio da tarde, a cara de zumbi dos familiares, fraldas (muitas delas), um sorriso, ficar sentado, os gritos (como o Vi gritava!!), brincadeirinhas, músicas, passos inseguros, um bolo da festa de um ano cheirando na cozinha, passos mais seguros, brincadeiras diferentes, um bebê de uniforme de escola e fraldas, natal, presentes, pulos, velotrol, enfeites da festa de dois anos espalhando purpurina pela sala, músicas cantadas por uma vozinha de bebê, mas bem afinadinha(!), palavras engraçadas, natação, pracinha, amiguinhos, festa do aniversário de três anos de homem aranha, brinquedos com rodas (muitos deles), bicicletas, dia das crianças, festas na escola, ter que sair pra trabalhar, mais um natal com a presença do Papai Noel que emociona mais os adultos do que a única criança da família. Mais um ano letivo, novos amigos, festa de 4 anos com os amigos da mamãe presentes, os novos amigos. Muitas traquinagens, frases inusitadas, "quero ser engenheiro petroquímico" seja lá de onde ele tenha tirado essa idéia ou essa palavra. Viagens, churrascos, companheirinho das farras da mamãe, almoços no Beirute, estralinhos e bolinhas de sabão muito caras. Festa de 5 anos com esfirras e muitos amigos, copa do mundo e campanha política, mais viagens e bagunças, Natal, o primeiro ano novo sem a mamãe. Inicio do ano letivo no 1° ano do ensino fundamental. Palavras lidas e escritas. E hoje, 11 de maio de 2007, a comemoração na escola do 6° aniversário do meu bebê. Aquele pacotinho cabeludo que eu recebi no quarto em 2001.
Meu bebê, que tem três mães, mas me devota um amor que nem mesmo sei se é merecido!
Que respeita o meu sono, contradizendo a enfermeira que me acordou no dia mais feliz da minha vida!
Parabéns pra mim, pelos 6 anos de maternidade e pro Vi, meu poetinha tão amado, pelos 6 anos de vida!
Filhão, você é do balacobaco!! Amo demais!
*texto escrito em 2007, em homenagem ao aniversário de 6 anos do Vinicius e publicado hoje, novamente, em homenagem ao seu décimo aniversário.
Ju
Ela mandou eu ir tomar um banho e me preparar, que a hora estava chegando!
Não tinha dormido nada à noite (a barriga era muito grande e a ansiedade maior que ela), então tentei relaxar bem no banho.
Lavei a minha barriga com muito cuidado. Me despedi dela! Daquela barrigona que carregava o que ia mudar a minha vida dentro de alguns instantes.
Depois daquele banho o tempo ficou louco. Deixou de passar normalmente e começou a voar, fazendo tudo virar um turbilhão de acontecimentos.
Sala de cirurgia, e às 8:10 eu escuto aquele chorinho do menino mais vermelho e narigudo que eu já vi na vida! O mais lindo de todos!!
No quarto eu recebo aquele pacotinho cabeludo tão pequeno e indefeso... e a partir daí eu percebo como cada pequena mudança, cada pequeno avanço na vida de uma pessoa faz diferença... é um umbigo que cai, um banho sem choro, uma mãozinha que agarra seu dedo com força, um momento de sono no meio da tarde, a cara de zumbi dos familiares, fraldas (muitas delas), um sorriso, ficar sentado, os gritos (como o Vi gritava!!), brincadeirinhas, músicas, passos inseguros, um bolo da festa de um ano cheirando na cozinha, passos mais seguros, brincadeiras diferentes, um bebê de uniforme de escola e fraldas, natal, presentes, pulos, velotrol, enfeites da festa de dois anos espalhando purpurina pela sala, músicas cantadas por uma vozinha de bebê, mas bem afinadinha(!), palavras engraçadas, natação, pracinha, amiguinhos, festa do aniversário de três anos de homem aranha, brinquedos com rodas (muitos deles), bicicletas, dia das crianças, festas na escola, ter que sair pra trabalhar, mais um natal com a presença do Papai Noel que emociona mais os adultos do que a única criança da família. Mais um ano letivo, novos amigos, festa de 4 anos com os amigos da mamãe presentes, os novos amigos. Muitas traquinagens, frases inusitadas, "quero ser engenheiro petroquímico" seja lá de onde ele tenha tirado essa idéia ou essa palavra. Viagens, churrascos, companheirinho das farras da mamãe, almoços no Beirute, estralinhos e bolinhas de sabão muito caras. Festa de 5 anos com esfirras e muitos amigos, copa do mundo e campanha política, mais viagens e bagunças, Natal, o primeiro ano novo sem a mamãe. Inicio do ano letivo no 1° ano do ensino fundamental. Palavras lidas e escritas. E hoje, 11 de maio de 2007, a comemoração na escola do 6° aniversário do meu bebê. Aquele pacotinho cabeludo que eu recebi no quarto em 2001.
Meu bebê, que tem três mães, mas me devota um amor que nem mesmo sei se é merecido!
Que respeita o meu sono, contradizendo a enfermeira que me acordou no dia mais feliz da minha vida!
Parabéns pra mim, pelos 6 anos de maternidade e pro Vi, meu poetinha tão amado, pelos 6 anos de vida!
Filhão, você é do balacobaco!! Amo demais!
*texto escrito em 2007, em homenagem ao aniversário de 6 anos do Vinicius e publicado hoje, novamente, em homenagem ao seu décimo aniversário.
Ju
terça-feira, 19 de abril de 2011
Sonhos...
Imaginar aquilo era fantástico!!! "Construa e programe seu robô", era tudo o que eu queria fazer desde a minha infância...
Sem competência pra ter estudado o suficiente pra fazer sozinha o meu prórpio robô, vi naquela propaganda um sonho se realizando... O anúncio prometia um andróide capaz de enxergar, interpretar sentimentos e responder às pessoas... e eu seria "master" de um robô. Fantástico!
Eu poderia controlar meu bichinho, que a essa altura na minha imaginação já tinha um nome – Elmer – sem utilizar fios por causa da incrível tecnologia do Bluetooth.
Muito empolgada, eu fiquei!!!
Consumista e doida que sou, quase não prestei atenção no que estava fazendo... Era uma dessas coleções que se compra em fascículos. "O preço da 1ª edição é R$ 7,99; o da 2ª edição é R$ 19,99 e o 3ª edição em diante é R$ 34,99."
Eu ia pagar a medida em que recebesse os exemplares de acordo com o seguinte cronograma: "A 1ª entrega é composta pelas edições 1 e 2. A 2ª, 3ª, 4ª e 24ª entregas são compostas de 3 edições cada. As demais entregas conterão 4 edições cada."
Pois bem, na minha cabeça eu já podia ver Elmer correndo pela casa, todo menino, interagindo com a família! Já tava até pensando em comprar uma réplica em tamanho natural do R2D2 pra que ele não se sentisse sozinho... (pensei na réplica em tamanho natural do C3PO, mas é meio grande... e se ele não puder enxergar e interpretar sentimentos... ah, não é o C3PO).
Pensei no meu filho acompanhando a montagem do robozinho e se interessando pela área. "vou fazer engenharia, mãe" – ele falava no meu pensamento.
Parei de pensar e digitei o número do meu cartão...
Que alegria que foi o dia que os dois primeiros exemplares chegaram! Abri a caixinha e vi várias peças que não poderiam nunca se encaixar... mas era apenas o começo!!! Tinha uma parte da cabeça! E um CD com o software que controla o robô!!! Quando chegou a fatura do cartão, tava lá, o lançamento de R$ 27,98!! Que massa que ia ser!
Dali uns dois meses recebi 3 fascículos de uma só vez!! Mais um monte de pequenas peças! Eu ainda muito empolgada, embora tenha tomado um pequeno susto com o lançamento na fatura do cartão que dessa vez veio R$ 104,97. Pensei que como não tinha sido cobrado no mês anterior, esse mês estava acumulando duas...
Dali um mês... oba! Mais um fascículo! Peraí... mais tres fasciculos... ai que medo da fatura... tava lá R$104,97.
Ficou meio pesado... deixa eu fazer as contas... Putz!!! São 24 entregas!!! Vou receber peças de robo durante 2 anos!!!! E da 5a a 23a entrega seriam 4 exemplares então R$120,00 nesses meses
Como é que eu pude ter a idéia de comprar um brinquedo de R$2.600,00... existem carros que custam isso!! E quando eu pensei assim, percebi que não teria a menor condição de montar o robô... eu teria que pagar alguém pra isso... e depois ainda pensei... será mesmo que eu vou brincar com esse robô? Eu vou ter paciência de esperar receber cada uma dessas peças??? Cruzes!!! Como é que cancela esse treco????
Enfim, consegui cancelar...
E é por isso que venho utilizar esse espaço para colocar à venda 8 fascículos do Elmer, robozinho querido que viveu em minha imaginação por um tempo... Os interessados, por favor, mandem uma mensagem de carinho pra esse coração partido!!!
Ju
Sem competência pra ter estudado o suficiente pra fazer sozinha o meu prórpio robô, vi naquela propaganda um sonho se realizando... O anúncio prometia um andróide capaz de enxergar, interpretar sentimentos e responder às pessoas... e eu seria "master" de um robô. Fantástico!
Eu poderia controlar meu bichinho, que a essa altura na minha imaginação já tinha um nome – Elmer – sem utilizar fios por causa da incrível tecnologia do Bluetooth.
Muito empolgada, eu fiquei!!!
Consumista e doida que sou, quase não prestei atenção no que estava fazendo... Era uma dessas coleções que se compra em fascículos. "O preço da 1ª edição é R$ 7,99; o da 2ª edição é R$ 19,99 e o 3ª edição em diante é R$ 34,99."
Eu ia pagar a medida em que recebesse os exemplares de acordo com o seguinte cronograma: "A 1ª entrega é composta pelas edições 1 e 2. A 2ª, 3ª, 4ª e 24ª entregas são compostas de 3 edições cada. As demais entregas conterão 4 edições cada."
Pois bem, na minha cabeça eu já podia ver Elmer correndo pela casa, todo menino, interagindo com a família! Já tava até pensando em comprar uma réplica em tamanho natural do R2D2 pra que ele não se sentisse sozinho... (pensei na réplica em tamanho natural do C3PO, mas é meio grande... e se ele não puder enxergar e interpretar sentimentos... ah, não é o C3PO).
Pensei no meu filho acompanhando a montagem do robozinho e se interessando pela área. "vou fazer engenharia, mãe" – ele falava no meu pensamento.
Parei de pensar e digitei o número do meu cartão...
Que alegria que foi o dia que os dois primeiros exemplares chegaram! Abri a caixinha e vi várias peças que não poderiam nunca se encaixar... mas era apenas o começo!!! Tinha uma parte da cabeça! E um CD com o software que controla o robô!!! Quando chegou a fatura do cartão, tava lá, o lançamento de R$ 27,98!! Que massa que ia ser!
Dali uns dois meses recebi 3 fascículos de uma só vez!! Mais um monte de pequenas peças! Eu ainda muito empolgada, embora tenha tomado um pequeno susto com o lançamento na fatura do cartão que dessa vez veio R$ 104,97. Pensei que como não tinha sido cobrado no mês anterior, esse mês estava acumulando duas...
Dali um mês... oba! Mais um fascículo! Peraí... mais tres fasciculos... ai que medo da fatura... tava lá R$104,97.
Ficou meio pesado... deixa eu fazer as contas... Putz!!! São 24 entregas!!! Vou receber peças de robo durante 2 anos!!!! E da 5a a 23a entrega seriam 4 exemplares então R$120,00 nesses meses
Como é que eu pude ter a idéia de comprar um brinquedo de R$2.600,00... existem carros que custam isso!! E quando eu pensei assim, percebi que não teria a menor condição de montar o robô... eu teria que pagar alguém pra isso... e depois ainda pensei... será mesmo que eu vou brincar com esse robô? Eu vou ter paciência de esperar receber cada uma dessas peças??? Cruzes!!! Como é que cancela esse treco????
Enfim, consegui cancelar...
E é por isso que venho utilizar esse espaço para colocar à venda 8 fascículos do Elmer, robozinho querido que viveu em minha imaginação por um tempo... Os interessados, por favor, mandem uma mensagem de carinho pra esse coração partido!!!
Ju
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Dos preconceitos
O Estadão publicou hoje a notícia que 72 mil pessoas aderiram à petição que critica as atitudes e declarações do deputado Jair Bolsonaro. A petição chama "Proteja o Brasil de Bolsonaro" e tem como objetivo pedir a aprovação da lei anti-homofobia.
Esse Bolsonaro é um completo imbecil, isso é um fato. Mas toda essa celeuma me fez pensar e chegar a uma conclusão muito desagradável a meu próprio respeito...
Quando o Bolsonaro, ou qualquer outra pessoa expõe opiniões sobre os negros e gays, por exemplo, nós – a sociedade – nos armamos de um politicamente-corretismo absurdo aguardando qualquer traço de discordância para atacar. O cara fala que não admite que o filho dele seja gay e logo já surge um exército falando que é um absurdo e preconceituoso da parte dele falar uma coisa dessas. Tá que ele fala de uma forma agressiva que até incita violência e isso não pode ser nunca justificável. Mas a opinião pessoal do cara é dele.
Nós que condenamos temos as nossas próprias opiniões. E é justamente sobre isso que eu preciso pensar. Sobre a diferença das opiniões. Deixando claro que não está em questão a forma como isso é falado, e menos ainda quando essa opinião gera reações de ódio e agressão. Espero que esteja claro que isso está fora de questão.
Bom, em primeiro lugar o fato de ele – ou qualquer outra pessoa – simplesmente ser a favor ou contra alguma coisa não é discriminação. É opinião. Eu, por exemplo, sou contra regime de cotas para negros, índios ou qualquer outra etnia em universidades. Não por nenhum tipo de discriminação, simplesmente por que não acho que seja um método correto por não abranger outras pessoas que também precisam dessa preferência e não se enquadram por serem brancas. Por outro lado, eu sou a favor do casamento homossexual. Acho que isso não devia nem estar sendo discutido, isso já devia ser legal há muito tempo. Pois, eu sou a favor. E tenho esse direito. Ninguém me critica por isso por que eu estou amparada pelo politicamente-corretismo. Mas, como vivemos numa democracia, o Bolsonaro tem sim direito de ter opinião contrária. Ele pode inclusive expor o motivo que tem pra ser contra, caso queira. Ele pode, como deputado votar contra a lei anti-homofobia, por exemplo. Se não fosse pra ser assim, não teria sequer votação para aprovação das leis. Veja que com isso eu não estou validando a atitude discriminatória dele. São coisas diferentes ser contra e desrespeitar as pessoas. Eu sou contra cotas, mas não xingo ninguém que tenha entrado na universidade por cotas... e nem acho que devam perder as vagas. Acho que o modelo deveria ser revisto por que não atende de uma forma justa. Respeito deve ser mantido sempre. A questão é a opinião...
E tem outra coisa. Eu tenho uns preconceitos também. E falo eles, as vezes de forma até meio agressiva... mas muito raramente alguém rebate o que eu falei... as pessoas amparam o meu preconceito em uma justiça histórica, sei lá. Por exemplo, tenho muita antipatia e me refiro de forma meio ríspida aos militares. Pra mim são "milicos" . Mas, enfim, militares reprimiram a nossa nação por tanto tempo e fizeram tantas barbaridades que me dão o direito de me referir a eles assim. Dão mesmo? Eu tenho o direito de ter preconceito pelos militares? Eu posso me referir a eles de forma agressiva? Acho que não.
E esse é apenas um exemplo dos preconceitos que eu tenho e não sou repreendida quando falo deles. Não sou nem quando o assunto é mais polêmico como religião – que sou contra - ou aborto – que sou a favor.
O caso do Bolsonaro, que repito é um imbecil, me fez pensar e encontrar em mim mesma alguns preconceitos que eu nem me dava conta.
Eu posso estar viajando, mas estou aberta a qualquer consideração que me faça mudar de idéia.
Ju
Esse Bolsonaro é um completo imbecil, isso é um fato. Mas toda essa celeuma me fez pensar e chegar a uma conclusão muito desagradável a meu próprio respeito...
Quando o Bolsonaro, ou qualquer outra pessoa expõe opiniões sobre os negros e gays, por exemplo, nós – a sociedade – nos armamos de um politicamente-corretismo absurdo aguardando qualquer traço de discordância para atacar. O cara fala que não admite que o filho dele seja gay e logo já surge um exército falando que é um absurdo e preconceituoso da parte dele falar uma coisa dessas. Tá que ele fala de uma forma agressiva que até incita violência e isso não pode ser nunca justificável. Mas a opinião pessoal do cara é dele.
Nós que condenamos temos as nossas próprias opiniões. E é justamente sobre isso que eu preciso pensar. Sobre a diferença das opiniões. Deixando claro que não está em questão a forma como isso é falado, e menos ainda quando essa opinião gera reações de ódio e agressão. Espero que esteja claro que isso está fora de questão.
Bom, em primeiro lugar o fato de ele – ou qualquer outra pessoa – simplesmente ser a favor ou contra alguma coisa não é discriminação. É opinião. Eu, por exemplo, sou contra regime de cotas para negros, índios ou qualquer outra etnia em universidades. Não por nenhum tipo de discriminação, simplesmente por que não acho que seja um método correto por não abranger outras pessoas que também precisam dessa preferência e não se enquadram por serem brancas. Por outro lado, eu sou a favor do casamento homossexual. Acho que isso não devia nem estar sendo discutido, isso já devia ser legal há muito tempo. Pois, eu sou a favor. E tenho esse direito. Ninguém me critica por isso por que eu estou amparada pelo politicamente-corretismo. Mas, como vivemos numa democracia, o Bolsonaro tem sim direito de ter opinião contrária. Ele pode inclusive expor o motivo que tem pra ser contra, caso queira. Ele pode, como deputado votar contra a lei anti-homofobia, por exemplo. Se não fosse pra ser assim, não teria sequer votação para aprovação das leis. Veja que com isso eu não estou validando a atitude discriminatória dele. São coisas diferentes ser contra e desrespeitar as pessoas. Eu sou contra cotas, mas não xingo ninguém que tenha entrado na universidade por cotas... e nem acho que devam perder as vagas. Acho que o modelo deveria ser revisto por que não atende de uma forma justa. Respeito deve ser mantido sempre. A questão é a opinião...
E tem outra coisa. Eu tenho uns preconceitos também. E falo eles, as vezes de forma até meio agressiva... mas muito raramente alguém rebate o que eu falei... as pessoas amparam o meu preconceito em uma justiça histórica, sei lá. Por exemplo, tenho muita antipatia e me refiro de forma meio ríspida aos militares. Pra mim são "milicos" . Mas, enfim, militares reprimiram a nossa nação por tanto tempo e fizeram tantas barbaridades que me dão o direito de me referir a eles assim. Dão mesmo? Eu tenho o direito de ter preconceito pelos militares? Eu posso me referir a eles de forma agressiva? Acho que não.
E esse é apenas um exemplo dos preconceitos que eu tenho e não sou repreendida quando falo deles. Não sou nem quando o assunto é mais polêmico como religião – que sou contra - ou aborto – que sou a favor.
O caso do Bolsonaro, que repito é um imbecil, me fez pensar e encontrar em mim mesma alguns preconceitos que eu nem me dava conta.
Eu posso estar viajando, mas estou aberta a qualquer consideração que me faça mudar de idéia.
Ju
terça-feira, 5 de abril de 2011
Da série: tenho uma antipatia... Cursos
O professor entra na sala. Os alunos estão lá, reunidos. Aquele constrangimento inicial de estar em um lugar novo, diferente. O nome do curso é "Como fazer panquecas". O professor entra, cumprimenta os presentes. Pega seus pincéis coloridos e abre o flipchart. "Olá pessoal, eu sou o Fulano e vou ministrar o curso 'Como fazer panquecas'. Vamos nos apresentar. Gostaria que cada um dissesse seu nome, de onde veio, e qual é o seu objetivo com esse curso". Nesse momento ele se coloca a postos para começar a registrar o que seus alunos vão falar... Ah! Pára! Se tem uma coisa da qual eu tenho antipatia é isso... como assim da onde eu venho? Como assim qual o meu objetivo??? Eu to fazendo um curso pra aprender a fazer panquecas, qual você acha que pode ser o meu objetivo???
"Olá, boa tarde a todos, o meu nome é Juliana, eu vim de saturno e o meu objetivo no curso sobre como fazer panquecas é aprender a pintar unhas."
Sério? Qual pode ser o objetivo? Essa pergunta é mesmo necessária????
Mas tá, vai lá! A gente vai e fala que quer se aprimorar na arte da culinária, e ter uma aceitação maior entre os amigos e familiares.
E eis que começa o curso. E tudo que um aluno espera de qualquer curso é um professor que fique lá na frente ensinando... pois é esse o conceito da coisa.
O professor fala: "vamos começar com uma dinâmica de grupo..." Merda! Você pensa.
E ele continua "Todas as pessoas que são do signo de touro..." é que nunca tem uma explicação muito lógica pra dinâmicas de grupo "... vão ficar com os olhos vendados e escolher aleatoriamente um par para uma dança romântica..." ??? O que??? Qual a necessidade disso?? Qual o objetivo disso?? É só pra constranger???
O objetivo básico de dinâmicas de grupo é mostrar para os alunos que eles não devem ter dignidade, que o professor que manda aqui e que se os alunos não se submeterem ao que ele determinar, ninguém vai ter um diploma e que não importa se as dinâmicas não têm nada a ver com o objetivo do curso, no final das contas era mesmo muito tempo de aula que precisam ser preenchido de alguma forma, além de penalizar esses alunos malditos que obrigam aos pobres professores a não estarem tomando sol no clube pra estar lá, ensinando a fazer panquecas. Antipatia...
Pior é que pra terminar ainda tem a parte de "seus objetivos foram atendidos?" devidamente registrados no flipchart depois de vc e seu grupo ter acabado de compor um jingle para uma funerária que vocês inventaram para a última dinâmica do curso.
Ju
"Olá, boa tarde a todos, o meu nome é Juliana, eu vim de saturno e o meu objetivo no curso sobre como fazer panquecas é aprender a pintar unhas."
Sério? Qual pode ser o objetivo? Essa pergunta é mesmo necessária????
Mas tá, vai lá! A gente vai e fala que quer se aprimorar na arte da culinária, e ter uma aceitação maior entre os amigos e familiares.
E eis que começa o curso. E tudo que um aluno espera de qualquer curso é um professor que fique lá na frente ensinando... pois é esse o conceito da coisa.
O professor fala: "vamos começar com uma dinâmica de grupo..." Merda! Você pensa.
E ele continua "Todas as pessoas que são do signo de touro..." é que nunca tem uma explicação muito lógica pra dinâmicas de grupo "... vão ficar com os olhos vendados e escolher aleatoriamente um par para uma dança romântica..." ??? O que??? Qual a necessidade disso?? Qual o objetivo disso?? É só pra constranger???
O objetivo básico de dinâmicas de grupo é mostrar para os alunos que eles não devem ter dignidade, que o professor que manda aqui e que se os alunos não se submeterem ao que ele determinar, ninguém vai ter um diploma e que não importa se as dinâmicas não têm nada a ver com o objetivo do curso, no final das contas era mesmo muito tempo de aula que precisam ser preenchido de alguma forma, além de penalizar esses alunos malditos que obrigam aos pobres professores a não estarem tomando sol no clube pra estar lá, ensinando a fazer panquecas. Antipatia...
Pior é que pra terminar ainda tem a parte de "seus objetivos foram atendidos?" devidamente registrados no flipchart depois de vc e seu grupo ter acabado de compor um jingle para uma funerária que vocês inventaram para a última dinâmica do curso.
Ju
terça-feira, 29 de março de 2011
Aos 33
Na minha infância eu adorava fazer aniversário. Esperava o dia com aquela ansiedade típica de crianças, perguntando pra minha mãe a toda hora quanto tempo faltava. Eram os presentes que me interessavam! Lembro de um aniversário que eu ganhei um laboratório de química, cheio de tubos de ensaio frascos com substâncias coloridas e um livrinho falando o que podia misturar com o que. As festinhas eram bacanas também! As da escola (que eu podia ir sem uniforme) e era o centro das atenções por um dia – o que não costumava acontecer, mas melhor ainda, as festinhas que minha mãe fazia pra mim lá em casa. Lembro de uma "discoteca da Ju", acho que foi quando fiz 10 anos. As festas começavam às 5 da tarde e acabavam 8 da noite. Mas era muito legal.
Na minha adolescência (ou pré adolescência) eu adorava fazer aniversário. Ficava doida pra ficar logo mais velha! Aquela ânsia de crescer e se enquadrar... os presentes não eram importantes, mas o lance da idade era incrível! E nas festinhas a coisa mais importante era dançar música lenta com o menino que na ocasião eu "estava gostando". As festinhas ainda começavam as 5 da tarde, mas podiam durar mais... umas 10 da noite!
Na minha fase que eu recuso a chamar de juventude, tipo 16 a 20 anos, eu adorava fazer aniversário. O grande lance era festejar! Virar noites, tomar porres, não dormir em casa!! Não precisava de festinhas, era um lugar pra encontrar uns amigos, umas garrafas de bebidas baratas e música. Acabou! Era só o que eu precisava! Aquela energia que eu tinha de comemorar uma semana inteira sem faltar ao trabalho... bons tempos.
Na minha fase mãe eu adorava fazer aniversário. Era o único dia que a atenção era minha! Era um dia que eu deixava de ser a "mãe do Vinícius" e voltava a ser a "Juliana". Que fique claro que ser a "mãe do Vinícius" é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida, meu maior presente, mas a gente perde a nossa personalidade, quem é mãe sabe. Nessa época não me preocupava muito em festejar - qualquer pizza tava valendo - nem com presentes e nem com festas. O mais importante era poder ser eu um dia inteiro. E pensar em uma festa de criança que eu faria dali uns meses.
Na minha fase atual eu adoro fazer aniversário! Não gosto mais que me cantem parabéns, fico constrangida sem ter pra onde olhar ou colocar as mãos (mania de velho), mas gosto de ser abraçada, de receber recadinhos, emails, telefonemas. Gosto de festa, quando dá eu faço, mas hoje em dia a ressaca é que dura uma semana e não a festa. Gosto de ganhar presentes, adoro! Livros, maquiagens e as minhas coisas de cozinha! Como é bom! Gosto ainda de ser eu. Com as crianças crescendo a gente recupera um pouco nossa personalidade. E hoje em dia, o que eu mais gosto é essa sensação de que todo ano que começa pra mim (é um pequeno reveillon, né?) vai ser melhor! Começo hoje a viver o trigésimo quarto ano da minha vida, com 33 completos muito bem vividos! Eu to de parabéns!
Ju
Na minha adolescência (ou pré adolescência) eu adorava fazer aniversário. Ficava doida pra ficar logo mais velha! Aquela ânsia de crescer e se enquadrar... os presentes não eram importantes, mas o lance da idade era incrível! E nas festinhas a coisa mais importante era dançar música lenta com o menino que na ocasião eu "estava gostando". As festinhas ainda começavam as 5 da tarde, mas podiam durar mais... umas 10 da noite!
Na minha fase que eu recuso a chamar de juventude, tipo 16 a 20 anos, eu adorava fazer aniversário. O grande lance era festejar! Virar noites, tomar porres, não dormir em casa!! Não precisava de festinhas, era um lugar pra encontrar uns amigos, umas garrafas de bebidas baratas e música. Acabou! Era só o que eu precisava! Aquela energia que eu tinha de comemorar uma semana inteira sem faltar ao trabalho... bons tempos.
Na minha fase mãe eu adorava fazer aniversário. Era o único dia que a atenção era minha! Era um dia que eu deixava de ser a "mãe do Vinícius" e voltava a ser a "Juliana". Que fique claro que ser a "mãe do Vinícius" é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida, meu maior presente, mas a gente perde a nossa personalidade, quem é mãe sabe. Nessa época não me preocupava muito em festejar - qualquer pizza tava valendo - nem com presentes e nem com festas. O mais importante era poder ser eu um dia inteiro. E pensar em uma festa de criança que eu faria dali uns meses.
Na minha fase atual eu adoro fazer aniversário! Não gosto mais que me cantem parabéns, fico constrangida sem ter pra onde olhar ou colocar as mãos (mania de velho), mas gosto de ser abraçada, de receber recadinhos, emails, telefonemas. Gosto de festa, quando dá eu faço, mas hoje em dia a ressaca é que dura uma semana e não a festa. Gosto de ganhar presentes, adoro! Livros, maquiagens e as minhas coisas de cozinha! Como é bom! Gosto ainda de ser eu. Com as crianças crescendo a gente recupera um pouco nossa personalidade. E hoje em dia, o que eu mais gosto é essa sensação de que todo ano que começa pra mim (é um pequeno reveillon, né?) vai ser melhor! Começo hoje a viver o trigésimo quarto ano da minha vida, com 33 completos muito bem vividos! Eu to de parabéns!
Ju
quinta-feira, 24 de março de 2011
Paranóia
Fomos almoçar hoje. O restaurante tava cheio, tivemos que esperar por mesa. Enfim conseguimos uma mesa perto da janela. Sentamos e pedimos chope. Quando começamos a tomar o chope, depois de brindar - e descobrir muitas coisas sobre as conseqüências de se brindar ou não – avistamos pela janela um número muito grande de batedores da polícia. Pensamos ser o governador chegando, ou algo assim. Não.
Ocorre que estava havendo uma reunião com Secretários de Estado, e entre eles estava o Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Esse cara é bom demais!!! Ele é o chefe do Capitão Nascimento (ou do Coronel, whatever). Se tem alguém que pode gritar: "Não vai subir ninguém! Não vai subir ninguém!" é esse cara! Jose Mariano Beltrame.
Começamos a pensar... o que deve ter de bandido que odeia esse cara... ele corre um risco bizarro de sofrer uma tentativa de assassinato... por isso tanta polícia...
Enfim, chegamos a conclusão que a gente não poderia estar em um lugar mais propício pra entrar de gaiato como vítima em um atentado! O lugar que poderia parecer o mais seguro se tornou rapidamente o mais perigoso!
Paranóia!! Estabelecemos rotas de fuga mentais. Quase que ensaiamos a forma de nos protegermos com a mesa e até encontramos terroristas muito possíveis... um pacote gigantesco em cima de uma mesa já era uma bomba, com certeza!
Mas aí a comida chegou... e a gente parou de brincar!!! Fomos conversar sobre filósofos e astrônomos!
Ju
Ocorre que estava havendo uma reunião com Secretários de Estado, e entre eles estava o Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Esse cara é bom demais!!! Ele é o chefe do Capitão Nascimento (ou do Coronel, whatever). Se tem alguém que pode gritar: "Não vai subir ninguém! Não vai subir ninguém!" é esse cara! Jose Mariano Beltrame.
Começamos a pensar... o que deve ter de bandido que odeia esse cara... ele corre um risco bizarro de sofrer uma tentativa de assassinato... por isso tanta polícia...
Enfim, chegamos a conclusão que a gente não poderia estar em um lugar mais propício pra entrar de gaiato como vítima em um atentado! O lugar que poderia parecer o mais seguro se tornou rapidamente o mais perigoso!
Paranóia!! Estabelecemos rotas de fuga mentais. Quase que ensaiamos a forma de nos protegermos com a mesa e até encontramos terroristas muito possíveis... um pacote gigantesco em cima de uma mesa já era uma bomba, com certeza!
Mas aí a comida chegou... e a gente parou de brincar!!! Fomos conversar sobre filósofos e astrônomos!
Ju
Explicando a série "eu tenho antipatia..."
Não sei onde surgiu o termo, nem quem o falou primeiro, mas fato é que o termo "tenho uma antipatia" é bem forte e eu o uso com uma certa frequência. Pode ser seguido de um " ah nemmmm tenho um antipatia...", ou simplesmente "antipatia..."
Ter antipatia de algo é mais do que simplesmente não gostar, é...ter antipatia, achar desnecessário... Eu tenho milhares de antipatias que vou colocando aqui ao longo do tempo.
A série vai ser assim, pode ser de algo extremamente como o post anterior da Ju ou simplesmente de uma coisa que digam ou falam...é isso.
Então vamos começar...
Tenho uma antipatia profunda de quem fala OK pronunciando as letras em português (oka)!
Tenho antipatia de declarações públicas em redes sociais de amor..."ai namorado perfeito"..."Como amo meu marido!" .."ô coisa que amo". Putz, na boa, isso só interessa aos dois..manda sms, liga...
aaarrrrrrrgggggggg
ANTIPATIA QUE EU TENHO!
LU
Da serie tenho uma antipatia...
Eu sei que eu vou ser julgada. Vão falar que eu estou cheia de preconceitos e tal, mas tenho uma antipatia de chimarrão...
Tá, eu entendo que é uma tradição muito arraigada nos sulistas, mas precisa tanto? É mesmo necessário O DIA INTEIRO com aquela cuia na mão? Na mesa do trabalho, no carro, no bar com amigos.... ah, francamente. É demais.
Não adianta dizer que é cultural... eu não vejo um mineiro andando por aí com pedaços de queijo, paraenses com açaí e baianos com acarajés? Não. Eles gostam muito, mas não levam as iguarias pra passear.
É exagero, sério. E as pessoas fingem ser uma coisa normal.
Ontem cruzei com uma criatura no corredor do banco, voltando de uma reunião com uma porra de uma cuia na mão! Ah, vá! Reunião, pessoas discutindo assuntos importantes, e a pessoa lá mamando???
Parece aquelas crianças maiores que tomam mamadeira... mas as crianças todos recriminam, e o chimarrão tem uma espécie de perdão social.
Ah, nem.... Antipatia....
Ju
Tá, eu entendo que é uma tradição muito arraigada nos sulistas, mas precisa tanto? É mesmo necessário O DIA INTEIRO com aquela cuia na mão? Na mesa do trabalho, no carro, no bar com amigos.... ah, francamente. É demais.
Não adianta dizer que é cultural... eu não vejo um mineiro andando por aí com pedaços de queijo, paraenses com açaí e baianos com acarajés? Não. Eles gostam muito, mas não levam as iguarias pra passear.
É exagero, sério. E as pessoas fingem ser uma coisa normal.
Ontem cruzei com uma criatura no corredor do banco, voltando de uma reunião com uma porra de uma cuia na mão! Ah, vá! Reunião, pessoas discutindo assuntos importantes, e a pessoa lá mamando???
Parece aquelas crianças maiores que tomam mamadeira... mas as crianças todos recriminam, e o chimarrão tem uma espécie de perdão social.
Ah, nem.... Antipatia....
Ju
quinta-feira, 17 de março de 2011
animais, aos casais, por favor.
Brasília não tem muito problema com chuva, normalmente. É uma cidade muito alta, plana (planalto, não é?) e não tem rios por aqui. Quando chove muito forte, algumas áreas ficam alagadas, mas rapidamente isso acaba. Mas, a chuva que caiu aqui hoje... vou te contar uma coisa.
Quando eu conseguia andar alguns metros no engarrafamento, com o carro fumaçando, o vidro embaçado, o ventiladorzinho no talo, o vidro um tiquinho aberto, molhando tudo, enfim, quando eu conseguia me mexer, só era capaz de pensar em passar no supermercado e comprar enlatados e garrafas de água mineiral...
O apocalipse, quando chegar, vai começar do jeito que foi essa chuva de hoje... to certa disso.
Ju
Ju
Qual o tamanho da loucura que cabe na cabeça de cada um?
- A pessoa não consegue conceber um queijo que não foi cortado de forma "correta". Ou louças sujas na pia de forma desordenada. Se a criatura me corta o queijo depois de cortar a goiabada e resta aquele linha de doce “sujando” o queijo, então... ah! Esse merece ser esfaqueado com a faca do queijo pra aprender! Quão louca é essa pessoa que pensa assim? E aquelas que sonham em poder emagrecer um bocado pra um dia poder se fantasiar de princesa Leia em seu biquini dourado, ou ainda correr loucamente por um gramado e se jogar no chão...? sonhos bizarros... Tem outras que são capazes de efetuar cálculos complexos de cabeça, possuem uma memória incrível, consegue construir um rastreador de veículos sozinho, por que não encontra no mercado um que corresponda às suas expectativas... devem ser meio perturbadas.... pulam de pontes incentivada pelas vozes de suas cabeças... As que tem janelas (ou abas) em suas mentes e processam diversas informações ao mesmo tempo, as que enxergam cores em números e fazem contas a la Tetris, as que criam realidades paralelas tão críveis que a própria realidade passa a ser questionada, a partir de boatos ou neuroses percebidas. As que tem certeza de ter infinitos homenzinhos minúsculos dentro de suas cabeças, procurando manualmente as informações em armários velhos de aço... e às vezes eles não são lá tão eficientes assim... As que não conseguem descrever como funcionam os seus pensamentos. E as que conseguem. Que coisa louca! Qual o tamanho da loucura da pessoa que pensa essas coisas. E quando juntam três delas, loucas o suficiente para passar todo almoço divagando a respeito? Ju
Criando necessidades...
- Hoje pela manhã eu passei mal. Não foi por nada que eu comi, nem uma gripe chegando, nada disso... Eu fiquei tremendo e com a respiração ofegante foi por que meu iPhone parou de funcionar. Meu cabo tá quebrado e acabou que a atualização do sistema operacional foi interrompida. Quando eu olho, só ficou lá a maçãzinha parada na tela... não ligava, nem desligava... nada. Eu tava atrasada pro trabalho, na TV informações de engarrafamentos gigantescos no caminho, mas COMO eu poderia sair de casa sem o meu bichinho funcionar???? Eu não consigo ficar sem meu telefone, o que me faz pensar (de novo) nas necessidades criadas. A princípio a única necessidade do ser humano é comer. As demais necessidades são as que criamos... ar condicionado, xampú, maquiagens e iPhones... ninguém realmente PRECISA disso pra viver. Mas uma vez criada, a necessidade é, definitivamente, uma necessidade! O telefone voltou e eu posso vir trabalhar e ganhar dinheiro pra arcar com a única verdadeira necessidade do ser humano. Posso comprar comida! Por isso que eu vou almoçar Sushi hoje... é uma necessidade básica. Errr...não??? Ju
Como tudo começou...
Então, mais uma vez estamos aqui com MAIS um blog. Acho que dessa vez vai dar certo, por que dessa vez falaremos de tudo. Coisa séria, bobagem, futilidades, angústias, relacionamentos...tudinho...por isso o nome...Aleatório específico. Perfeito, não?! Eu achei.
O aleatório específico é mais um termo Julianesco, que nasceu, assim como muitos outros, depois de um almoço qualquer...não me lembro muito bem do contexto, mas ela falou que queria falar de algo, assim, aleatório específico. Nada tão ambíguo e ao mesmo tempo tão...ESPECÍFICO né?
Pois é, então esse é o Aleatório específico...vamos lá!
Lu
O aleatório específico é mais um termo Julianesco, que nasceu, assim como muitos outros, depois de um almoço qualquer...não me lembro muito bem do contexto, mas ela falou que queria falar de algo, assim, aleatório específico. Nada tão ambíguo e ao mesmo tempo tão...ESPECÍFICO né?
Pois é, então esse é o Aleatório específico...vamos lá!
Lu
quarta-feira, 16 de março de 2011
O papel dos intelectuais
Vai rolar aqui em Brasília uma palestra do Michel Winock, dia 28 e 29/03. Ele é um historiador francês, especialista no estudo dos movimentos de direita e falará sobre a influência dos intelectuais na vida política e qual é o seu real papel: pensar o mundo ou tentar mudá-lo?
A Lu convidou e eu logo topei. Ao perguntar se poderíamos reservar a nossa vaga, fomos surpreendidas com a pergunta: "vcs vão cobrir? para qual veículo?".
Enfim, eis um veículo. Faremos a cobertura... custa tentar de novo?
A Lu convidou e eu logo topei. Ao perguntar se poderíamos reservar a nossa vaga, fomos surpreendidas com a pergunta: "vcs vão cobrir? para qual veículo?".
Enfim, eis um veículo. Faremos a cobertura... custa tentar de novo?
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