A notícia é boa! É ótima! Brasileiros desenvolveram um exame capaz de detectar câncer de próstata por meio de pequenas amostras de sangue ou esperma. Menos invasivo. Quando leio essa notícia eu penso em duas coisas.
A primeira é que só se descobriu esse novo método de exame por que vivemos numa sociedade machista. É uma constatação, não uma reclamação.
Mulheres se submetem a exames ginecológicos invasivos anualmente há décadas, e ninguém nunca se preocupou em desenvolver para nós um exame preventivo melhor.
Alegam que por medo e preconceito apenas 32% dos homens se submetem ao exame de toque. As mulheres, bem caladinhas aprenderam que é necessário enfrentar o medo e o preconceito e fazer o papa nicolau. E então é assim, elas se comportaram direitinho, não tão fazendo barulho deixa tudo do jeito que tá, não tem problema que o exame seja invasivo, desconfortável. Eles que tem “medo e preconceito” e se recusam a se submeter ao toque, ganham pesquisas que levam à melhora do que estava incomodando. Não é uma constatação, é uma reclamação, agora.
Com crianças e adolescentes não fazemos assim... quem se comporta é que ganha o prêmio. O mal criado fica de castigo até aprender.
Tem como melhorar o exame preventivo feminino também. É só direcionar as pesquisas pra lá. Assim como as outras coisas que incomodam a mulherada como cólicas menstruais, absorventes e efeitos da menopausa. Se homens que sofressem com isso, pesquisas teriam melhorado também nessa área.
E isso me leva à segunda coisa que a noticia me faz pensar. A nossa espécie é capaz de enfrentar quase que qualquer crise que apareça pela frente. Crise de petróleo, água, alimento... fácil a gente resolve. A cabeça certa na frente do problema, investimento na área (que em momentos de crise, não vai ser difícil) e o problema vai ter solução. Vai ser uma fonte de energia diferente, mais barata ou mais cara, não importa, mas uma que não seja esgotável, ou que pelo menos dure por mais algumas gerações. Vamos dessalinizar água do mar, e matamos a sede de todos. Ou desenvolver métodos de purificação e limpeza para reutilização de água de chuva. Isso não vai ser problema. Vamos ter laboratórios desenvolvendo o melhor pedaço de carne, sem a necessidade de se criar um animal e ter que esperar que ele cresça, engorde e sem precisar matar o bichinho. Não que eu tenha problema com isso, não tenho. Eu estou no topo da cadeia alimentar por alguma razão, afinal, mas pela facilidade da coisa. Vamos desenvolver sementes que precisem de menos tempo pra crescer. Legumes e verduras enriquecidos com os nutrientes que faltam nas pessoas. Vão falar que essas coisas feitas em laboratório dão câncer e tal. Mas vai ter outra cabeça pensante lá na área dos remédios... é uma questão de se destinar recursos. Por causa de uma crise, ou por interesses financeiros ou de gênero.
Acredito muito na capacidade da minha raça. Depende da cabeça certa.
Ju
A primeira é que só se descobriu esse novo método de exame por que vivemos numa sociedade machista. É uma constatação, não uma reclamação.
Mulheres se submetem a exames ginecológicos invasivos anualmente há décadas, e ninguém nunca se preocupou em desenvolver para nós um exame preventivo melhor.
Alegam que por medo e preconceito apenas 32% dos homens se submetem ao exame de toque. As mulheres, bem caladinhas aprenderam que é necessário enfrentar o medo e o preconceito e fazer o papa nicolau. E então é assim, elas se comportaram direitinho, não tão fazendo barulho deixa tudo do jeito que tá, não tem problema que o exame seja invasivo, desconfortável. Eles que tem “medo e preconceito” e se recusam a se submeter ao toque, ganham pesquisas que levam à melhora do que estava incomodando. Não é uma constatação, é uma reclamação, agora.
Com crianças e adolescentes não fazemos assim... quem se comporta é que ganha o prêmio. O mal criado fica de castigo até aprender.
Tem como melhorar o exame preventivo feminino também. É só direcionar as pesquisas pra lá. Assim como as outras coisas que incomodam a mulherada como cólicas menstruais, absorventes e efeitos da menopausa. Se homens que sofressem com isso, pesquisas teriam melhorado também nessa área.
E isso me leva à segunda coisa que a noticia me faz pensar. A nossa espécie é capaz de enfrentar quase que qualquer crise que apareça pela frente. Crise de petróleo, água, alimento... fácil a gente resolve. A cabeça certa na frente do problema, investimento na área (que em momentos de crise, não vai ser difícil) e o problema vai ter solução. Vai ser uma fonte de energia diferente, mais barata ou mais cara, não importa, mas uma que não seja esgotável, ou que pelo menos dure por mais algumas gerações. Vamos dessalinizar água do mar, e matamos a sede de todos. Ou desenvolver métodos de purificação e limpeza para reutilização de água de chuva. Isso não vai ser problema. Vamos ter laboratórios desenvolvendo o melhor pedaço de carne, sem a necessidade de se criar um animal e ter que esperar que ele cresça, engorde e sem precisar matar o bichinho. Não que eu tenha problema com isso, não tenho. Eu estou no topo da cadeia alimentar por alguma razão, afinal, mas pela facilidade da coisa. Vamos desenvolver sementes que precisem de menos tempo pra crescer. Legumes e verduras enriquecidos com os nutrientes que faltam nas pessoas. Vão falar que essas coisas feitas em laboratório dão câncer e tal. Mas vai ter outra cabeça pensante lá na área dos remédios... é uma questão de se destinar recursos. Por causa de uma crise, ou por interesses financeiros ou de gênero.
Acredito muito na capacidade da minha raça. Depende da cabeça certa.
Ju
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