A pessoa trabalha comigo e esse é todo o relacionamento que existe entre nós. Tão somente a proximidade entre as baias. O nosso trabalho não é conjunto. O que ela faz não interfere em nada no que eu faço. Eu não conheço a família dela. Não me interesso pelos problemas que ela tem em casa. Não quero saber se os filhos dela ficaram de recuperação. Eu não estou nem aí se ela vai fazer aula de inglês no oitavo andar. Não tenho o menor interesse em como o mecânico falou que ia arrumar o carro dela. A única coisa que me diz respeito é que a criatura vai sair de férias, e eu fiquei responsável em repassar as mensagens de e-mail que chegassem na caixa dela a quem fossem tratá-las. Só. Para que isso aconteça, me sentei ao lado dela para pegar as orientações básicas de qual e-mail eu devo encaminhar pra quem. Só isso.
O que eu não consigo entender é como, de que forma esse contato gera a liberdade e a necessidade de ela passar a me chamar de “amiga!”, como se eu não tivesse um nome ou como eu fosse surda.
Tenho uma antipatia de meros conhecidos chamando os outros de “amiiiigaaaa”.
Não é possível que isso seja implicância minha... isso é muito chato
Ju
O que eu não consigo entender é como, de que forma esse contato gera a liberdade e a necessidade de ela passar a me chamar de “amiga!”, como se eu não tivesse um nome ou como eu fosse surda.
Tenho uma antipatia de meros conhecidos chamando os outros de “amiiiigaaaa”.
Não é possível que isso seja implicância minha... isso é muito chato
Ju
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