A frase "unring the bell" é uma analogia usada para sugerir a dificuldade de se esquecer uma informação que já é sabida. Uma vez ouvi essa frase e percebi nela um outro significado, bem semelhante, mas menos abstrato quanto deixar de saber algo. Pensei nela como não existir um sino destocado. Tocou, tocou. O som já foi. As pessoas ouviram, saíram de suas casa para a missa ou seja lá o que for.
E se aquele sino não tivesse tocado? E se aquelas pessoas não tivessem saído de casa pra ir à missa? E se aquele passarinho que estava lá pousado no campanário não tivesse voado? E se... não adianta. Não rola. O sino não pode ser destocado.
As pessoas podem até voltar pra casa mesmo depois de ter escutado o sino. Elas podem achar que está frio demais, ou calor demais pra ir à missa. Podem resolver parar no meio do caminho pra tomar um sorvete.
A missa pode até não acontecer. O padre pode desistir, pode ter fugido com uma beata, pode estar cansado ou ter enchido a cara de vinho e não ter condições nem de ficar nem de pé.
O passarinho que estava quase acabando de fazer o ninho e fugiu assustado quando o sino soou pode não achar seguro o caminho de volta e acabar sua vida sem se reproduzir. Ou pode encontrar um pedacinho de palha ainda melhor que aquele outro que ele já tinha, e fazer um ninho mais confortável pra sua passarinha.
O fato é que o sino não pode ser destocado.
Se voltando no tempo o sino não tivesse sido tocado, seria tudo muito mais fácil? Por que o efeito cascata de eventos criados pelo soar do sino não teria se iniciado. Teria sido aquela tarde de domingo diferente?
Diferente não significa melhor.
Diferente não significa pior.
Diferente não significa sequer que a posição final de todos os envolvidos não seria rigorosamente a mesma caso o sino tivesse soado.
A questão é que não se sabe. É uma realidade que não se tem.
O que se tem é um sino tocado. E é essa a verdade com a qual precisamos lidar. Boa ou ruim. Fácil ou difícil.
É assim que eu quero tentar enxergar as coisas.
E se aquele sino não tivesse tocado? E se aquelas pessoas não tivessem saído de casa pra ir à missa? E se aquele passarinho que estava lá pousado no campanário não tivesse voado? E se... não adianta. Não rola. O sino não pode ser destocado.
As pessoas podem até voltar pra casa mesmo depois de ter escutado o sino. Elas podem achar que está frio demais, ou calor demais pra ir à missa. Podem resolver parar no meio do caminho pra tomar um sorvete.
A missa pode até não acontecer. O padre pode desistir, pode ter fugido com uma beata, pode estar cansado ou ter enchido a cara de vinho e não ter condições nem de ficar nem de pé.
O passarinho que estava quase acabando de fazer o ninho e fugiu assustado quando o sino soou pode não achar seguro o caminho de volta e acabar sua vida sem se reproduzir. Ou pode encontrar um pedacinho de palha ainda melhor que aquele outro que ele já tinha, e fazer um ninho mais confortável pra sua passarinha.
O fato é que o sino não pode ser destocado.
Se voltando no tempo o sino não tivesse sido tocado, seria tudo muito mais fácil? Por que o efeito cascata de eventos criados pelo soar do sino não teria se iniciado. Teria sido aquela tarde de domingo diferente?
Diferente não significa melhor.
Diferente não significa pior.
Diferente não significa sequer que a posição final de todos os envolvidos não seria rigorosamente a mesma caso o sino tivesse soado.
A questão é que não se sabe. É uma realidade que não se tem.
O que se tem é um sino tocado. E é essa a verdade com a qual precisamos lidar. Boa ou ruim. Fácil ou difícil.
É assim que eu quero tentar enxergar as coisas.
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